Nível de emprego formal bate recorde
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sábado, 15 de janeiro de 2005
Das Agências 
Brasília - O nível de emprego formal cresceu 6,55% em 2004, com a criação de 1.523.276 vagas, saldo recorde em toda a série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, criado em 1992. Mesmo assim, os números ficaram abaixo da meta traçada pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berozoini, de 1,8 milhão de postos de trabalho.
Em dezembro do ano passado, os empregos com carteira assinada decresceram 1,4% em relação a novembro, o que representou fechamento de 352.093 vagas. O fato é explicado pela retração de dezembro com a entressafra agrícola e a queda de emprego na indústria, além de desligamentos na área de ensino. Com o fim do ano letivo, muitos empregos temporários foram extintos. Somente o comércio registrou saldo líquido positivo no emprego formal, com a geração de 10.911 postos de trabalho. Até em termos geográficos, o mês foi perverso para todas as regiões. Sem exceção, o Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste registraram a diminuição do emprego com carteira assinada.
Com esse desempenho, o ministro interino do Trabalho, Alencar Ferreira, disse que espera repetir este ano pelo menos o mesmo resultado de 2004. Ele se declarou otimista com relação ao crescimento da economia e argumentou que, além do mercado externo, espera mais vigor do mercado interno, em parte graças ao aumento real de 9,3% dado pelo governo ao salário mínimo. ''Com mais renda as pessoas vão consumir mais'', afirmou.


