O nível de emprego na indústria nacional manteve-se estável em setembro em relação a agosto, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de o nível de emprego na indústria não crescer por três meses consecutivos, o resultado de setembro é considerado bom pelo instituto porque normalmente, neste período, há uma pequena queda no nível de emprego industrial, o que não aconteceu este ano. Segundo outra pesquisa do IBGE, a produção industrial caiu 0,2% de agosto para setembro no Brasil.
Em São Paulo, houve queda de 0,1% no emprego industrial. Minas Gerais e Rio de Janeiro também apresentaram reduções no emprego. Já no Nordeste e na região Sul, o emprego teve pequenos aumentos.
De agosto para setembro, os maiores aumentos de emprego foram verificados nos setores de mobiliário, que foi de 2,4%, e de produtos de matérias plásticas, com crescimento de 1%. As maiores quedas ocorreram no setor de fumo, com redução de 16,2%, e no de couros e peles, com diminuição de 2% nos empregos.
O IBGE ressalva que a indústria do fumo normalmente mostra grande queda de emprego em setembro por se tratar de matéria-prima agrícola com períodos determinados para plantio e colheita, que acaba também provocando sazonalidade na indústria.
Em relação a setembro do ano passado, houve um crescimento de 1,5% no emprego, bem menor que o de 3,3% na produção da indústria. De janeiro a setembro deste ano contra o mesmo período do ano passado, o aumento do emprego foi de 0,6% para um crescimento de 6,5% na produção. O indicador acumulado dos últimos 12 meses até setembro ainda mostra queda de 0,6% nos empregos, embora a produção tenha aumentado 6,2%.
‘‘Depois dos anos 90, com as técnicas de organização empresarial e o aumento da produtividade, as indústrias precisam de menos emprego para produzir’’, explica o economista Paulo Gonzaga, do IBGE. ‘‘Em todos os anos da década de 90, o aumento de produção foi acompanhado de queda do emprego, mas neste ano tudo indica que a produção e o emprego vão aumentar’’, diz Gonzaga. Já em relação, aos salários, as perspectivas são piores. ‘‘Em um primeiro momento, quando há mais contratações, elas são feitas com salários menores, reduzindo a média total’’, observa.
Salários O total de salários pagos na indústria brasileira diminuiu em setembro. A queda foi de 0,3% em relação a agosto e também em comparação a setembro do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, contra o mesmo período do ano passado, a redução no total de salários ficou acumulada em 1,3%. Nos últimos 12 meses até setembro, a queda foi de 3,3%. Também houve redução no salário médio, de 0,4% entre agosto e setembro e de 1,7% contra setembro de 1999.

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