São Paulo - Apesar da queda na produção e na venda de veículos, o setor automotivo apresentou leve alta no número de empregados de 0,1% em julho em relação a junho, somando 119.598 pessoas. Mas, em relação a julho do ano passado, o setor ainda amarga uma queda de 7,5% no número de vagas. Para o presidente o da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, está havendo uma ''curva de reversão importante, pelo menos na área de autoveículos'', que respondeu com mais eficácia à redução do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI). Com relação ao nível de emprego na indústria de máquinas pesadas, Schneider disse que esse segmento vem sofrendo muito com a crise.
Isso porque, em termos porcentuais, a maior baixa no número de empregados ficou com o segmento de máquinas agrícolas, cuja força de trabalho caiu 18,6% na comparação com julho de 2008, passando de 17.423 para 14.187 vagas. Na mesma base de comparação, a área de autoveículos exibiu um declínio de 5,8% no contingente de empregados no período, saindo de 111.939 para 105.411 funcionários.
Quando os números são confrontados com a posição de junho, vê-se que o quadro de pessoal do segmento de máquinas agrícolas caiu 1,7%, para 14.187 trabalhadores, e o de autos, em contrapartida, teve acréscimo de 0,3%, com a criação de 327 empregos entre junho e junho. No cálculo da Anfavea não estão computados os anúncios feitos recentemente, somente as contratações já formalizadas. Recentemente, divulgaram contratações montadoras como Volkswagen, General Motors do Brasil e Renault.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, e outras centrais sindicais assinaram um acordo formal com as empresas do setor automotivo para manutenção dos níveis atuais de empregos pelo menos enquanto durarem os incentivos tributários. (A.E.)

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