O ajuste cambial e a provável opção pela livre flutuação do dólar não terão impacto imediato sobre a taxa de desemprego, afirma Maurício Soares, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A médio prazo, no entanto, a nova política cambial poderá promover a abertura de novas vagas em algumas áreas exportadoras, como a agrícola e de manufaturados. A desvalorização do real tornou os preços dos produtos desses setores competitivos.
O corte dos juros no médio prazo também poderá contribuir para a abertura de vagas. Em contrapartida, as indústrias que utilizam insumos e componentes importados na sua produção, como as dos setores químicos e farmacêuticos, poderão ser obrigadas a promover ajustes em seus custos, o que poderá provocar cortes de empregos. Os salários, como estão desindexados, não serão atualizados e há a expectativa de queda do seu poder aquisitivo.

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