Nível de emprego cresce 2,2% em Curitiba
Carmem Murara
De Curitiba
A pesquisa mensal de emprego divulgada ontem pelo Instituto Parananese de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostrou que a Região Metropolitana de Curitiba teve um crescimento de 2,2% no nível de emprego, em agosto sobre o mês anterior. O aumento representa, na prática, a abertura de 23 mil postos de trabalho tanto no mercado formal quanto na informalidade. Mesmo com a variação positiva, o índice de desemprego aberto ficou em 8,5% no mês.
A quase totalidade dos setores da atividade econômica apresentou crescimento no número de empregos, com exceção do setor da indústria de transformação, que fechou o mês com variação negativa de 1,1%. A construção civil com 2,3% e o comércio com 5,2% foram destaques em agosto pela oferta de novos empregos. Mas o que mais impulsionou o índice para cima foi o setor de serviços, que teve um crescimento 2,7% superior ao mês de julho.
O levantamento mensal do Ipardes, que é feito em conjunto com o IBGE, apontou ainda um aumento de 1,7% no número de empregadores. Em contrapartida, houve redução de 3,7% no número de pessoas que trabalham por conta própria.
Quanto à desocupação, que é medida com base nas pessoas que estão à procura de emprego, a pesquisa registrou que 84 mil pessoas se encaixam neste perfil. Houve uma redução de 1,2% no número de trabalhadores que estão desocupados.
O rendimento médio de quem tem uma ocupação profissional foi de R$ 691,43, o que dá 5,08 salários mínimos. Houve uma redução de 3,1% em relação ao mês anterior, sendo que a queda nos rendimentos atingiu todos os setores da atividade econômica. Apenas a construção civil teve um acréscimo médio de 0,5%. A maior queda foi na indústria de transformação que reduziu em 5,9% os salários.
Quem trabalha com carteira assinada foi mais atingido pela diminuição dos vencimentos, com uma queda de 4,4%. O aumento no rendimento foi verificado entre as pessoas que trabalham por conta própria na construção civil com 3,9%.





