Curitiba Em agosto, o nível de emprego cresceu 0,45% no Paraná e 0,27% na Região Metropolitana de Curitiba, em relação ao mês anterior. Em julho, o crescimento foi de 0,34%. Índices inferiores aos quase 1%, registrado entre os meses de abril a junho deste ano.
O crescimento do emprego no Estado correspondeu à criação de 6.705 postos de trabalho, sendo que 75% foram gerados no interior do Estado, pelo setor agrícola. Apesar do baixo índice de crescimento, o índice do emprego no Paraná ficou acima da média nacional, que foi de 0,35%, informou Cid Cordeiro, coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
No período janeiro a agosto, foram criados no Estado quase 71 mil empregos, um crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, considerando o intervado de setembro de 2001 a agosto de 2002, foram gerados 53.744 empregos no Estado, um crescimento de 3,62% no período.
A Indústria da Alimentação, do Vestuário, da Madeira e Mobiliário, Indústria Química, Serviços, Ensino, estão entre os setores que mais geraram empregos no Estado. O desempenho favorável vem ocorrendo em setores beneficiados pela desvalorização do real como a Indústria da Alimentação e do Vestuário.
De acordo com Cordeiro, a tendência para o último trimestre é de recuperação do nível de emprego. Mas não há otimismo. Segundo Cordeiro, o comércio está adiando as compras de Natal e isso certamente vai influenciar no emprego gerado pelas indústrias.
A preocupação, segundo Dieese, é com a estabilidade do desemprego na Região Metropolitana de Curitiba. O Dieese estima uma taxa de desemprego de 15%, que corresponde a existência de 183 mil pessoas desempregadas. Para Cordeiro, o crescimento do emprego formal registrado na região não vem sendo suficiente para derrubar os níveis de desemprego.

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