Nível de calote frustra expectativas
A inadimplência no mês de julho teve um aumento de 0,47% em relação ao mês anterior e não reverteu a tendência de queda iniciada em junho, quando houve um recuo de 16,06% nos registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Com o registro de 43.566 devedores em julho, o número de registros no SCPC sobe para 474.514, o que corresponde a 42,47% da população economicamente ativa de Curitiba e Região Metropolitana.
Segundo o diretor da Associação Comercial do Paraná Luiz Nardelli, neste mês foi registrado o menor índice de crescimento da inadimplência, o que significa que daqui para frente ela deverá ter um processo de queda lenta e gradual. Em julho foi registrado também o aumento de 6,61% no consumo em relação a junho, mas esse índice não foi suficiente para dar ânimo ao comércio. Segundo Nardelli, nos últimos dois meses o comércio ficou totalmente paralisado e essa reação de julho significa pouca coisa.
O empresário prevê um período de aquecimento nas vendas e queda nos níveis de inadimplência, de forma lenta e gradual. Ele atribui esse quadro a uma tomada de consciência das famílias sobre a realidade da moeda estável. As pessoas deixaram de gastar como antes e agora definem com mais critério onde vão investir suas economias, disse. Segundo Nardelli, os setores que mais receberam registros de consultas para consumo foram os de veículos, móveis, cine, foto, ótica e som.
Apesar de o volume de vendas no comércio ser maior hoje em relação a 1994, Nardelli não está otimista que os níveis de inadimplência voltem aos patamares anteriores ao plano Real, em 1994. Naquela época os níveis de inadimplência eram baixíssimos e dificilmente vamos recuperá-los no curto prazo, disse o empresário.Arquivo FolhaLuiz Nardelli: Índice cresceu, mas menos do que antesVânia Casado





