As empresas de desenvolvimento e comercialização de softwares estão de olho no novo mercado que está surgindo com as Notas Fiscais Eletrônicas (NFes). Em pouco tempo elas serão obrigatórias para todo o tipo de atividade e todas as empresas do País precisarão adaptar-se à nova exigência. É um caminho sem volta. Em Londrina, a prefeitura já avisou que as empresas de serviços serão obrigadas a passar a emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica a partir de junho do ano que vem. Muitas empresas já estão aderindo. Grande parte das metrópoles brasileiras se prepara para fazer o mesmo.
Proprietário da Águia Exactus, o empresário Altair Dutra Pereira viu sua empresa aumentar em 60% o faturamento só com a venda de softwares para a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas. "Dispomos de vários sistemas. Há os mais simples para apenas a emissão das NFes e sistemas mais completos que agregam faturamento, financeiro e controle de estoque. Hoje este segmento já representa 40% do nosso faturamento total", diz ele prevendo que em 2013 o mercado estará ainda mais aquecido.
Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) confirmam o crescimento deste mercado. Uma pesquisa realizada pelo Instituto, divulgada na última quinta feira, dia 13, aponta um crescimento substancial no uso das tecnologias de informação e comunicação e, consequentemente, de softwares por pequenas e médias empresas de todo o País. São consideradas micro e pequenas empresas aquelas que empregam de 1 a 9 funcionários, e que apresentaram maior percentual de funcionários que utilizaram computador (57,2%) e internet (53%) em relação ao total de sua força de trabalho, uma diferença gritante, se compararmos estes percentuais com as grandes corporações, aquelas que empregam acima de 500 empregados, que apresentaram percentuais de uso de computador (38,7%) e internet (30,1%) inferiores.
Ainda conforme a pesquisa, entre as empresas que não usaram computador e não usaram internet, os principais motivos apontados foram: as atividades que necessitavam de computador ou internet eram realizadas por terceiros (86,3% e 89,8%, respectivamente) e o uso desses equipamentos não era necessário (73,5% e 71,6%).
Entre as empresas que mais usam a informatização estão os escritórios de contabilidade. Praticamente todos os procedimentos junto às receitas Federal, Estadual e Municipal são hoje realizados através da internet e com o apoio de softwares específicos. O diretor do Sescap Londrina, Jaime Junior Silva Cardozo diz que "além de estarem devidamente informatizados, pois o mercado assim exige, os escritórios de contabilidade e os contadores devem servir como ligação entre seus clientes e os fornecedores de software, auxiliando-os a encontrarem o programa mais adequado para gerenciamento de suas atividades", explica Cardozo.
Segundo o presidente do Sescap, Marcelo Odetto Esquiante, as novas exigências são benéficas e a informatização dos processos torna as empresas mais eficientes, melhorando sua competitividade. "As empresas devem encarar a tecnologia como uma oportunidade para crescer. Quando o pequeno empresário tem este controle informatizado, suas chances de tomar uma decisão acertada quanto a um futuro investimento ou a realização de despesas adicionais são muito maiores", diz Esquiante.

Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina – Sescap-Ldr

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