Chame o delegado
As agências de propaganda da região de Maringá estarão mais perto do SINAPRO - Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Paraná a partir do dia 22. Naquela segunda-feira será instalada a Delegacia Regional que vai ser dirigida por Walter Thomé Jr., da Sol Propaganda e tendo como Secretária Sônia Martins Gaspar, da WMM Propaganda.
A região coberta pela Delegacia tem 50 agências funcionando e alcança cidades como Astorga, Colorado, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Nova Esperança, Campo Mourão, Sarandi, Goiorerê, Cianorte, Umuarama, Paranavaí, Jandaia do Sul, Guaíra, Santa Fé e outras.
Com a implantação da Delegacia de Maringá, o presidente do SINAPRO, J. D. Rodrigues continua sua meta de descentralização da entidade, iniciada com as sedes de Londrina e Ponta Grossa e, para o próximo ano, em Cascavel. Para a solenidade em Maringá, dia 22, está sendo aguardada a presença do publicitário Petrônio Corrêa, presidente do CENP - Conselho Executivo das Normas Padrão que regulamentam o negócio da propaganda no Brasil.

Violência e meios de comunicação
Na semana passada a surpresa, em Londrina, foi a notícia de que um cidadão iria entrar com um recurso no CONAR - Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária contra a campanha que está no ar pedindo mais atenção à segurança da população por parte dos chamados órgãos governamentais.
O curioso é que a queixa não envolve o conceito da campanha mas a utilização de ilustração que lembra o desenho da bandeira do município, substituindo as estrelas por ‘‘buracos’’ supostamente produzidos por balas de revólver.
Quem não é de Londrina, caso de milhares de leitores da Folha, não seria capaz de identificar qualquer semelhança, até porque o símbolo da cidade é importante mas não é tão conhecido. Portanto, a utilização na campanha criada pela Engenho e endossada por várias entidades não causaria maior ‘‘ofensa’’ e desabono em relação a outros públicos.
Violência, assunto que está intenso há dias na mídia, não é novidade e nem é tão fácil de resolver, se é que tem solução. A coluna, nesses vinte anos de publicação tem seu ponto de vista de que um recurso favorável seria reduzir a exposição de cenas de violência nos meios de comunicação, especialmente na TV, por seu maior alcance.
Vale a pena reproduzir algumas notas de colunas anteriores:

Parece que foi ontem
A pesquisa para a preparação do livro sobre a história da Propaganda no Paraná está mostrando coisas curiosas, muitas das quais serão aproveitadas na redação final.
Não deve ser o caso desta informação que está na coluna Canal Zero, da revista semanal TV Programas de 27 de outubro de 1969, mas que tem muito a ver com o que acontece hoje em relação à programação da TV, genericamente.
O texto diz: ’’ Em nota expedida à imprensa, o coronel Aloísio Muhlethaler, chefe do Serviço de Censura de Diversões Públicas, propõe a mobilização dos pais, responsáveis e autoridades em geral, no sentido de forçar os promotores de espetáculos de cinema e televisão a selecionarem suas programações, de modo a contribuir para o desenvolvimento cultural e social da juventude. Espera o chefe do SCDP que os pais dêem a seus filhos menos tempo para a programações de cinema e TV que mostram violência. Segundo a nota, ‘‘esses meios de comunicação humana são os veículos mais eficientes para inseminação direta ou subjetiva de idéias e padrões sociais em diversas faixas etárias, principalmente nas mais jovens e inexperientes’’. E continua: ‘‘Tem-se observado que até por desenhos animados, ditos infantis, há a fixação de emoções que se refletem no arremedo das brigas de bandidos e mocinhos dos petizes que se expõem a riscos imensuráveis, no afã de se assemelharem aos heróis e vilões das fitas que os impressionam’’.
As autoridades do Juizado de Menores da Guanabara, por seu turno, porém, acham que a recomendação do chefe do SCDP não deverá ´surtir grandes resultados‘, pois o mal precisa ser cortado pela raiz’’. As mesmas autoridades acham que só com a promulgação e plena vigência do novo Código de Menores é que se terá poderes para proibir ou impedir os programas julgados nocivos à boa formação da personalidade das crianças.’’
Como se vê, o assunto é meio antigo - pelo menos trinta anos - e ‘‘quase’’ nada mudou: apenas não existe mais o Serviço de Censura e o Código já vigora há anos. (Coluna Ponto de Venda, Folha de Londrina/Folha do Paraná em 15 de março de 1999)

Em boa companhia
A matéria de abertura desta coluna na semana anterior (10 de dezembro), tocou num assunto que parece ser unânime: o grau de mediocridade que está uniformizando a programação na TV aberta no Brasil.
No dia seguinte, quinta-feira, o texto assinado pela jornalista Marian Guimarães na coluna Crítica de Televisão e sob o título ‘‘Show de bizarrices’’ (‘‘Gazeta do Povo’’) considera que ‘‘inacreditável’’ é ‘‘o único qualificativo para o programa que estreou neste domingo na Record’’, o Show do Ratinho. No último parágrafo ela completa: ‘‘Algumas vezes ele repetiu que o programa era apenas um ensaio. Ainda bem. Isto porque ele tem muito a aprender, principalmente a respeitar o público presente no auditório porque, para o telespectador, basta desligar o botão’’.
‘‘Porcaria é o que faz sucesso’’ é o título do artigo assinado pela socióloga Maria Lucia Victor Barbosa na página 3, espaço nobre da Folha de Londrina/Folha do Paraná de sábado, 13 de dezembro. Duas frases pinçadas refletem o contexto, cheio de detalhes de suas observações como telespectadora: ‘‘sem a autenticidade e a arte do verdadeiro circo, essas programações oscilam entre o grotesco e o repulsivo, encantando platéias em todos os recantos do Brasil’’; e, mais para o final, ‘‘Dirão ainda alguns que se a programações são mais pesadas à noite, que se assista televisão durante o dia. Mas não tem jeito. São vinte e quatro horas de mundo cão, violência e obscenidades’’. (Coluna Ponto de Venda, Folha de Londrina/Folha do Paraná, 17 de dezembro de 1997)

* Esta coluna pode ser lida dentro do site da Folha de Londrina/Folha do Paraná na Internet: www.folhaweb.com.br (clicar em Economia). Correspondência para a Rua Canoinhas, 277, Cep 82560-120, Curitiba, pelo e-mail [email protected] ou telefone (41) 354-6545 e fax (41) 354-7388.

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