Ney Alves de Souza / Ponto de Venda
O fim das agências?
Sob esse título o jornalista José Roberto Whitaker Penteado, diretor da Escola Superior de Propaganda do Rio de Janeiro, escreveu seu artigo de sábado passado nesta Folha de Londrina. Ele fala das mudanças das formas através das quais os consumidores recebem suas comunicações diárias e do comportamento das agências em relação a isso, o que inclui, em muitos casos, a resistência em escapar dos procedimentos tradicionais.
Em seu último parágrafo diz, textualmente: A agência tradicional não deixará de existir, nem a maior parte da mídia como a conhecemos - jornais, revistas, tv e rádio - mas o mercado cresce a um ritmo fabuloso e alguns recém-chegados parece que vão ocupar espaços cada vez maiores. Só não muda a necessidade de soluções criativas - em forma e conteúdo - para os problemas de comunicação.
A necessidade de soluções criativas já está sendo detectada pelos grandes da comunicação. Não lhes é estranho o avanço da concorrência. É fácil ver isso, por exemplo, no crescimento da audiência das televisões por assinatura bombardeando com campanhas e promoções faixas de telespectadores antes exclusivas das tevês abertas.
Uma outra fatia está sendo assimilada pelo enorme aumento do número de videocassetes vendidos ultimamente e, em consequência, do número de fitas alugadas ou compradas.
Há poucas semanas, a Blockbuster inaugurou sua quarta loja em Curitiba, a 31ª no Brasil (por enquanto, só São Paulo e Paraná). As informações divulgadas na ocasião indicam que em pouco mais de dois anos a megalocadora (que tem 5 mil e quinhentas franquias em 24 países) já cadastrou mais de 400 mil clientes no Brasil, dentro de um mercado estimado em 15 milhões de videocassetes. Mesmo admitindo uma frequência mínima de utilização de filmes alugados ou comprados, dá para perceber que o volume pode alterar índices de audiência da televisão convencional, com um total significativo de horas desviadas da programação normal e, consequentemente, dos intervalos comerciais.
Essas divagações sobre o tema não trazem as soluções. Chamam para uma avaliação.
Prêmio
Colunistas
Quarta-feira, 12 de março, será o último dia para inscrições ao Prêmio Colunistas Regional Paraná, promovido pela ABRACOMP - Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda e organizado, aqui, pela jornalista Silvia Dias de Souza, do caderno Espaço de Comunicação.
O concurso é o mais antigo e o mais abrangente da propaganda brasileira e, no Paraná, alcança sua 21ª edição.
As inscrições até agora indicam que haverá um número bem maior em relação aos anos anteriores, principalmente pelo interesse das agências menores. Elas sempre têm chance de aparecer em algumas categorias.
Baixaestação
O verão está no fim e o Brasil volta a funcionar, inclusive, no mercado da propaganda. Na área de turismo há o inverso.
A baixa estação oferta pacotes de viagem a preços reduzidos e isso deve se institucionalizar com campanha da Embratur, com apoio de companhias aéreas, hotéis e empresas de cartões de crédito. Uma grande campanha publicitária deve incentivar a parte da população que não tem compromisso com férias escolares ou obrigação de viajar no verão.
Por enquanto, a revista Viagem & Turismo, da Editora Azul, traz, na edição de março, matéria relacionando mais de 50 viagens que custam menos de US$ 3 mil.
As reportagens de viagens a Florianópolis e ao Chile também valem a pena.
A Turma da Matae o palmito
Com duração prevista de um ano, um longo período para um mesmo tema, a campanha da SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental colocou no ar a Turma da Mata, personagens de Ziraldo, para defender o palmito da extração ilegal.
Criada pela Heads/Y&R Inc. a campanha inclui um comercial para televisão, jingle, anúncios em jornais e revistas, cartazes, encartes para cardápios de restaurantes, história em quadrinhos, botton, banner, camisetas e adesivos.
O tema é destinado a conscientizar as pessoas de que a colheita indiscriminada e o consumo (dispensável) de palmitos prejudicam a reposição da espécie, restringindo também a alimentação de muitos animais e aves da Floresta Atlântica.
A direção de criação é de José Buffo, redação de Nego Lee e Barbara Schmidt, ilustrações de Ziraldo.
Vista esta causa
Dentro de alguns dias começa a campanha Wear for a Cure / Vista esta Causa, com o objetivo de arrecadar fundos para o maior programa mundial de combate a AIDS, o Aidscape.
No Paraná a campanha é representada pela Staff Models que produziu um clipe para ser apresentado durante os eventos e um comercial para divulgá-los.
A produção foi feita voluntariamente pelas equipes da Sir Cinema, Vídeo e Áudio, com colaboração dos modelos da Staff e dos profissionais de figurino, maquiagem, cabeleireiro, com direção de cena de Daniel Marques. Victor Sálvaro fez o figurino e a coordenação geral; Tarciso Pedro dirigiu a iluminação; Cintia Suplicy, Ivan Nozaki, Mariana Branco, Marcus Vinicius, Patricia, Ricardo Finianos fizeram a produção de campo e de cena.
Faltava alegriano céu
Ela foi embora durante as férias da coluna mas ainda há tempo para a homenagem a Neusa Lorenzini, a profissional de mídia que faz falta ao mercado e, principalmente, aos amigos. A Folha publicou, em 28 de janeiro, a mensagem sincera mas que ninguém gostaria de ter escrito.
Mocinhasda cidade
A música Mocinhas da cidade, composta pela conhecida e saudosa dupla Nhô Belarmino e Nhá Gabriela e que representa muito o espírito de Curitiba, foi a inspiração para se criar o comercial âncora da campanha do Shopping Mueller que esteve no ar até domingo passado. A direção de criação foi de José Buffo, direção de arte de Kike Borell e produção da RGB.
VITRINA
* Acontece hoje o Seminário Criatividade e Potencial, com palestras do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor (Como acabar com a mesmice nas empresas) e do professor e profissional de marketing J. C. Benvenutti (Criatividade!). O evento, promovido pela Editora Quantum e Z. Publicidade será no Teatro Fernanda Montenegro, Shopping Novo Batel.
* Vale a pena ler a reportagem Quero ser grande, assinada por Ana Paula Ehlert na revista Paraná & Cia. de janeiro. Fala das perspectivas de mercado para a propaganda local com a explosão das indústrias no Paraná.
* A JJ Comunicação conquistou a conta da Ferrovia Sul Atlântico, empresa que ganhou a concorrência na privatização das operações da malha sul da Rede Ferroviária Federal.
* Um comercial criado por Marcos Zanatti, da Exclam, para a Gralha Azul Seguros ganhou destaque em um programa da televisão alemã TV SAT 1, de Munique, que apresenta os comerciais mais engraçados produzidos em todo o mundo. O filme Implosão, ainda não veiculado, participou do 40º Festival do Filme Publicitário de Nova York e foi incluído na short list.
* Será de 28 de abril a 8 de maio o Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba, realizado pela Nota Máxima Produções e Eventos, com participação do MIS - Museu da Imagem e do Som. Serão apresentados filmes de curta e média metragem, realizados em 35 mm, 16 mm e vídeotape. Como eventos paralelos estão o Concurso de Roteiro de Cinema Prêmio Estímulo e oficinas de direção, produção, fotografia/câmera, trilha sonora, iluminação, som/mixagem.





