Acontece sempre e parece que faz parte do briefing. Novamente a campanha de prevenção da Aids, do Ministério da Saúde, que ganha força extra na época do Carnaval, causa polêmica antes de entrar no ar.
Criada outra vez pela Master e agora com o título ‘‘Acima do Bem e do Mal’’, a historinha mostra um personagem ladeado por uma figura de anjo e outra do diabo, ambas dando palpite sobre o uso da camisinha.
A oposição de setores da opinião pública, como sempre, vem sobre a ousadia do conceito ‘‘Não importa de que lado você está. Use camisinha’’; contra o que chamam de desperdício de dinheiro público usado na distribuição de preservativos e, pelo aspecto moral, por incentivar a permissividade.
Campanhas anteriores também fizeram sucesso fora da veiculação convencional (lembram do Bráulio?), abrindo espaços em todos os meios de comunicação para críticas e defesas. Nesse filme, o Bem e o Mal se unem quando percebem que o personagem não tem a garantia para continuar o ritual de conquista.
Criação de Luiz Groff, da Master (direção de criação de Renato Cavalher), a campanha entrou no ar dia 14 e tem, além do filme dirigido por Gustavo Leme, outdoor, jingle, anúncios de revista e material de apoio (cartazes, banners, mortalha e leques). A distribuição será de 22 milhões de preservativos.

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