Nextel não participa de leilão da banda C
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quarta-feira, 18 de abril de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A Nextel não tem intenção de atingir o mercado de massa, adquirindo características de uma operadora móvel tradicional, mesmo depois da abertura de mercado. O diretor de Marketing da companhia, Milton Longobardi, afirma que o objetivo é continuar com o foco no uso empresarial.
Nos Estados Unidos, a Nextel tem autorização para operar telefonia de massa. Apesar disso, nunca explorou esse mercado. Vamos continuar restritos ao uso profissional, diz. A empresa, que chegou a adquirir o edital das bandas C, D e E, avaliou que o negócio não seria adequado, afirma o executivo.
A companhia deseja expandir suas operações por meio do compartilhamento de torres e antenas e coloca seus equipamentos à disposição de outras operadoras que desejarem compartilhar a infra-estrutura. Segundo Longobardi estão adiantadas as negociações nesse sentido nas cidades onde a Nextel planeja chegar nos próximos meses: Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.
Nas regiões onde já opera - São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos - a empresa tem 900 sites e também já recebeu algumas ofertas de compartilhamento, diz o diretor.
A Nextel espera ultrapassar a marca de 800 mil assinantes nos próximos 12 meses com a expansão das áreas de atuação. Hoje são 400 mil assinantes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos. Até final de maio aumenta a cobertura para Brasília e Curitiba, com planos de atingir Porto Alegre, Belo Horizonte e Ribeirão Preto até julho.
Na avaliação do diretor, a empresa mantém uma enorme vantagem competitiva em relação às operadoras celulares por integrar num único aparelho os serviços de celular, rádio e transmissão de dados. Apesar de só conseguir oferecer roaming com as cidades onde tem cobertura própria, a Nextel não tem nesse ponto uma desvantagem muito grande, na opinião de Longobardi.


