A New Holland Latino-Americana, fabricante de máquinas agrícolas do grupo Fiat com sede na Cidade Industrial de Curitiba, está investindo US$ 1 milhão numa nova estratégia de mercado que prevê a descentralização da empresa no Brasil e nos demais países do Mercosul. A partir de janeiro de 97, a fábrica vai inaugurar as chamadas ‘‘comercial business units’’ (unidades comerciais de negócios).
‘‘As unidades serão filiais da empresa onde o cliente New Holland poderá encontrar serviços e produtos que antes estavam centralizados na fábrica de Curitiba’’, explica Valentino Rizzioli, diretor superintendente da empresa. De acordo com ele, já em janeiro serão inauguradas as unidades comerciais de Ribeirão Preto (SP) e de Buenos Aires, na Argentina.
Ainda em 97 serão inauguradas outras três unidades no Brasil, sendo uma no Rio Grande do Sul, uma no Paraná e outra na região Centro-Oeste. Há previsão também de ianugurar uma filial nos Estados Unidos para atender o mercado da América Central e Caribe e outra na Venezuela ou Colômbia para atender o norte da América Latina.
Segundo Rizzioli, com a descentralização a New Holland quer estar mais perto do cliente e, com isso, oferecer produtos e serviços de melhor qualidade. No Brasil, a meta com a descentralização é aumentar a participação no mercado especialmente de tratores, onde a empresa está em segundo lugar no ranking nacional com 26% das vendas.
‘‘Queremos liderar o mercado de tratores a exemplo do que acontece na área de colheitadeiras’’, onde já somos líderes com 39%’’, diz Rizzioli. Na América Latina, a New Holland já é líder no mercado de tratores, com 25% e de colheitadeiras, com 30% e com a estratégia da descentralização quer firmar estas posições.
Segundo o superintendente da New Holland, o investimento de US$ 1 milhão na nova estratégia de mercado não significa que a New Holland já saiu da crise. Ele lembra que nos últimos 18 meses a empresa teve que dispensar 1.500 funcionários.
‘‘Se fôssemos nos deixar levar pela crise só restaria uma alternativa: fechar a fábrica’’. Segundo Rizzioli, a empresa vê a crise como um ‘acidente de percurso’ que não pode impedir novos investimentos. Na avaliação do superintendente da New Holland, este ano está sendo o pior para o setor, quando vendas estão repetindo os números de 1960.

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