Chegou ontem ao Porto de Paranaguá um comboio com 68 colheitadeiras New Holland, fabricadas em Curitiba, com destino à Bielo-Rússia. Esse é o primeiro país da antiga União Soviética a comprar colheitadeiras fabricadas pela New Holland no Brasil. Em maio serão embarcadas outras 30 máquinas para a Bielo-Rússia e mais oito para a Polônia. Essas vendas marcam o aumento de 105% do volume exportado pela New Holland de Curitiba no primeiro trimestre de 2001 em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o diretor de Marketing e Logística da fábrica, Francoise Jourdan, esses são os primeiros resultados de um trabalho a médio prazo que vem sendo feito em favor da ampliação das exportações da New Holland do Brasil. ‘‘Desde 1999 estamos promovendo nossos produtos no norte da Europa e agora começamos a colher os frutos’’, diz. Os negócios com a Bielo-Rússia e Polônia ultrapassam a cifra de US$ 5 milhões.
A meta da New Holland é chegar até 2003 com exportação de 30% do total produzido em Curitiba. Atualmente o índice de exportação está em 10%. ‘‘Nossos produtos são menos sofisticados que os concorrentes europeus, porém, mais eficientes e baratos, o que torna o mercado favorável.’’ O modelo da máquina exportada para o leste europeu é líder no mercado brasileiro, representando cerca de 40% das vendas no ano passado.
Os principais compradores de colheitadeiras da New Holland são Turquia, Leste Europeu e Argentina. No segmento de tratores destacam-se o Iraque e a África do Sul.
Transporte O transporte das 68 colheitadeiras causou transtornos no perímetro urbano das rodovias BR-116 e BR-277, onde se formaram alguns engarrafamentos, principalmente em cruzamentos e semáforos mais movimentados. A Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER) e a concessionária Ecovia fizeram o controle do tráfego e procuraram orientar motoristas. Carros da polícia serviram como batedores.
Até o posto de pedágio da BR-277, todas as carretas seguiram em comboio. A partir dali, os batedores liberavam cinco caminhões a cada espaço de tempo, que se aproximava de meia hora.
Cada carreta tinha 15 metros de comprimento. As colheitadeiras colocadas em cima dos caminhões não chegaram a ultrapassar a largura de uma pista, o que facilitou o trajeto. As carretas seguiram a uma velocidade máxima de 40 quilômetros por hora. A redução das filas de caminhoneiros em Paranaguá facilitou o transporte do maquinário. (colaborou Carmem Murara)

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