Neurocosméticos é a nova febre entre os produtos de beleza
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de agosto de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Marli Ferreira trabalha na área comercial de uma empresa do setor de construção civil. Visita obras todos os dias e sua pele fica muito exposta. Para compensar as agressões do meio ambiente - principalmente em uma cidade poluída como São Paulo -, ela não dispensa cuidados com sua pele, e chega a gastar R$ 500 por mês com cremes e tratamentos.
Marli é uma das adeptas do que há de mais novo no segmento de beleza, os neurocosméticos, cremes que prometem rejuvenescimento ao relaxar e proteger as células nervosas existentes na pele. ''Dá uma diferença muito boa e a pele fica lisinha'', diz a consumidora.
Para Adriana Salgado, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, os neurocosméticos são uma febre. ''Muitos pacientes vêm ao consultório e pedem para eu receitar neurocosméticos - tem até adolescente querendo usar'', diz. Mario Grinblat, médico coordenador do setor de dermatologia do hospital Albert Einstein, concorda: ''Recebi cerca de 40 lançamentos nos últimos três meses, mas sem dúvida os mais comentados são os neurocosméticos, estão na moda.''
As vendas do Happybelle, um dos componentes dos neurocosméticos - apelidados de Prozac da pele - superaram todas as expectativas na farmacêutica Galena, empresa que começou a importar o produto da empresa suíça Mibelle AG en janeiro, e o vende para farmácias de manipulação. Há outras duas substâncias semelhantes usadas em farmácias de manipulação, o Endorphin e o Neuroxyl. A ação ainda não está comprovada cientificamente.
Alguns cosméticos prontos também trazem os princípios ativos dos neurocosméticos - o Happylogy, da Guerlain, e o Happyderm, da L'Oreal. A marca francesa Anna Pegova trouxe os neurocosméticos para o País em maio. Maya Naalouf, diretora da empresa, revela que um grama do princípio ativo usado no produto custa 1.980 euros, tão grande a tecnologia empregada. ''A procura é enorme e as brasileiras estão muito informadas sobre que existe aqui e no mundo'', diz.
A modernidade também está nas maquiagens. A canadense Mac, por exemplo, tem um batom com polímeros de volume que fazem os lábios parecerem mais carnudos. A mesma marca traz ao Brasil um rímel com partículas de náilon, que reconstrói os cílios. ''Estamos há dois anos no País e já temos 10 lojas, com crescimento superior a 20% a cada ano'', diz Gustavo Fagundes, diretor-comercial da marca.


