São Paulo - O nervosismo voltou a dominar os negócios no mercado de câmbio ontem, véspera do feriado prolongado de Carnaval. Apesar de toda a tensão, provocada por novas denúncias publicadas nas revistas ''Época'' e ''Veja'', o dólar fechou a R$ 2,958 na venda, com leve variação negativa de 0,06%, interrompendo uma sequência de cinco dias de alta.
Pela manhã, a moeda chegou a subir 2,4%, atingindo R$ 3,031, superando a marca dos R$ 3 pela primeira vez desde agosto do ano passado. A melhora nos negócios no período da tarde, segundo analistas, ocorreu após a venda de dólares no mercado feita pelo Banco do Brasil e uma outra instituição privada. Também teve impacto imediato na cotação do dólar a notícia de que o governo pretende fechar os bingos existentes no País (leia reportagem na página 5 do primeiro caderno).
A Bovespa fechou em alta de 1,84%, aos 21.336 pontos. O que apenas amenizou o saldo negativo da semana: no período, a Bolsa acumulou perda de 5,3%. Desde o início do caso Waldomiro, no dia 13, a perda chega a 7,49%.
''A primeira reação dos investidores foi fugir da Bolsa e correr para o dólar. Os ativos sofreram tal depreciação que se chegou a um ponto que começou a reverter, com os estrangeiros e tesourarias voltando a comprar (ações)'', disse Eduardo Fornazier, gestor da Santos Asset Management.
O risco-país seguiu igual oscilação: pela manhã, teve alta de até 5,85%, superando os 600 pontos, mas fechou o dia em 584, queda de 0,84%. Título da dívida brasileira mais negociado, o C-Bond também refletiu a tensão. Chegou a cair 1,2%, mas a exemplo dos demais ativos percorreu caminho inverso: fechou com alta de 0,46%, cotado a 94,56% de seu valor de face.

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