Curitiba - O conceito de milionário veio dos Estados Unidos e significava ser uma pessoa muito rica. "Hoje, um milhão é pouco, mas na década de 1970 era muito dinheiro", disse o consultor financeiro Raphael Cordeiro. Segundo ele, hoje uma pessoa rica é alguém que pode gastar R$ 10 mil por mês sem precisar trabalhar e, para isso, é preciso ter uma carteira de
R$ 2 milhões só de investimentos.
Para ele, não existe uma regra certa para chegar ao milhão, mas um dos caminhos é gastar menos do que se ganha e guardar. No entanto, ele acredita que não é todo mundo que está preparado para o negócio próprio.

Sonho ou realidade
As pessoas ouvidas pela reportagem sobre a possibilidade de conseguirem se tornar milionárias tiveram opiniões divergentes sobre o assunto. O técnico em eletrônica Paulo Bernardo de Camargo Gaiotto disse que é sempre difícil sobrar dinheiro no fim do mês para poupar. "Para sobrar a pessoa tem que se virar em dois ou três empregos. Não acredito que seja possível se tornar um milionário", disse.
Já a promotora de vendas Valentina Rui acredita que é possível se tornar um milionário se a pessoa está disposta e tem garra. "O primeiro caminho é acreditar. Às vezes, até a pessoa acredita, mas não paga o preço", avaliou.

Do zero
Carlos Wizard Martins teve uma origem simples. O pai dele era caminhoneiro, a mãe costureira e o casal teve sete filhos. Aos 17 anos ele foi para os Estados Unidos e passou dois anos lá trabalhando. "Esta viagem foi como atravessar um túnel escuro. Eu não tinha nenhuma direção. A motivação para ir para lá foi a pobreza", contou. A experiência nos Estados Unidos ensinou independência financeira, segundo ele.
Depois disso deu aulas particulares de inglês e voltou para os Estados Unidos para terminar a faculdade de Computação em Análise de Sistemas. A primeira escola de idiomas foi aberta quando ele tinha 30 anos e hoje são mais de 3,5 mil unidades de ensino. Martins tem 56 anos, seis filhos e 12 netos. (A.B.)

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