Nem sempre o diferencial é preço
O advogado Newton Vieira Junior, do Grupo de Proteção à Marca (GPM) - que reúne 11 grandes empresas vítimas da pirataria - mostra que o consumo de falsificados não está necessariamente ligado aos altos preços dos produtos originais. ''Um isqueiro original custa cerca de R$ 3, além de ser mais durável e menos perigoso do que um falsificado, que sai de R$ 1 a R$ 2. Não é pelo preço que as pessoas compram o falso. Outro exemplo é a caneta de marca nacional. Apesar de custar cerca de R$ 1, em 2009, 25 milhões de canetas falsificadas entraram no Brasil.
O que acontece, segundo o ocoordenador da Abes, é que muitas vezes o consumidor desconhece que a mercadoria é falsificada. ''Há diferença entre produtos piratas e os falsificados'', alerta. No segundo caso, o produto é feito de forma quase idêntica ao original, vendido com preço superior aos piratas mas ainda assim mais barato do que o original.
Além do mercado físico de produtos piratas, a pirataria vem migrando para a internet. ''Diminuem as mídias físicas mas aumentam os downloads na internet'', diz, ressaltando que a pirataria virtual atinge principalmente o mercado da música. ''Atualmente baixar filmes ainda é pesado em muitos computadores, mas isso também tende a aumentar'', diz. No primeiro semestre deste ano, 185 sites que dipunham mídias ilegais foram tirados do ar. (M.G.)





