Nem IR maior intimida Bolsa. Juro e dólar ficam estáveis
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Agência Estado 
São Paulo A iminência da elevação da alíquota do Imposto de Renda sobre transações em bolsa não intimidou os investidores ontem, penúltimo dia para se escapar da taxação. O Ibovespa fechou em alta de 2,99%, com volume financeiro de R$ 640 milhões. O índice futuro para fevereiro avançou 3,29%, para 14.130 pontos. A partir de janeiro, a taxação sobre o ganho com ações será aumentada de 10% para 20%, equiparando-se à renda fixa (leia ao lado). Em termos tributários, o mercado acionário só sofreu derrotas neste ano. Não conseguiu sensibilizar a Receita de que esta elevação é prejudicial ao País e tampouco, até agora, obteve sucesso na sua empreitada pela isenção da CPMF.
O mercado de juros viveu mais um dia calmo, de poucas novidades e também de pouco volume, com investidores afastados dos negócios por causa do período de festas. Os juros futuros, que anteontem haviam registrado queda vigorosa, ontem permaneceram estáveis.
No primeiro dia em muitos meses sem o conta-gotas dos US$ 50 milhões do Banco Central (recursos que o governo vendia ao mercado para segurar a cotação do dólar), o mercado de câmbio oscilou basicamente ao sabor dos giros de tesourarias. Começou o dia em queda, bateu mínima de R$ 2,308 (-0,73%) e acabou encerrando o período em alta de 0,30%, cotado a R$ 2,332.


