O coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, ministro Pedro Parente, disse ontem que não há possibilidade de o governo recuar na decisão de cortar o fornecimento de energia elétrica daqueles consumidores que não cumprirem a meta de consumo fixada pelo plano de racionamento. Nem mesmo as ações judiciais impetradas por pequenos e grandes consumidores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste contra o governo vão levar à alteração do plano, segundo ele.
Parente diz que o País não está vivendo uma situação de normalidade, onde se discute ‘‘o que seria bom ou ruim’’. ‘‘Estamos numa situação onde há um corte (de fornecimento) seletivo em função daqueles que não cumprem uma meta de redução ou haverá corte para todo mundo’’, afirmou Parente.
O ministro ponderou que é importante lembrar que há ‘‘um limite fixo’’ de capacidade de gerar energia nesse período. ‘‘Se essa capacidade for ultrapassada, e se não estivermos administrando essa situação de forma adequada, contando com a colaboração e compreensão de todos os consumidores, nós podemos nos ver numa situação em que essas coisas vão acontecer de forma compulsória, afetando a todos, mesmo aqueles que quiseram se adaptar’’, sustentou.
O ministro negou que o plano de racionamento tenha provocado indignação na sociedade. ‘‘Eu vejo setores da imprensa mais ou menos indignados’’, afirmou Parente, ponderando que a população está ‘‘engajada’’ , compreendendo a necessidade do racionamento. (AE)

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