Negócios virtuais são discutidos em Foz
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O comércio eletrônico foi o principal tema entre os 47 painéis e palestras realizados ontem no Futurecom 2000, evento internacional que reúne cerca de 6 mil participantes de 20 países, entre técnicos, pesquisadores e representantes das principais corporações mundiais que atuam no setor de telecomunicações.
O leilão das bandas C, D e E, marcado pela Agência Nacional de Telecomunicações para janeiro do ano que vem, está agitando o mercado financeiro e provocando uma correria generalizada das operadoras às últimas novidades tecnológicas. Com a ampliação das bandas e a introdução da tecnologia digital GSM, que permite colocar multifunções na telefonia móvel (como acessar a internet e transmitir imagens, por exemplo), as 387 empresas internacionais que atuam no setor estão brigando para ver quem conquistará a maior fatia do mercado mundial, estimado atualmente em 331,5 milhões de assinantes. Somente no Brasil, segundo estimativas da Anatel, serão 58 milhões de celulares circulando até 2005. Cerca de 20% deles estarão funcionando em GSM.
Este e outros assuntos ligados ao chamado e-business, novo jargão usado para designar negócios virtuais, foram discutidos pelos diversos empresários internacionais que estão em Foz. O painel mais procurado ontem foi o do vice-presidente da Intel, líder mundial no mercado de microprocessadores (entre outros setores), John Miner. A empresa atua direta ou indiretamente em todas as etapas do e-business, começando pelos terminais e equipamentos dos usuários, passando pelos portais de acesso, serviços de rede e chegando aos bancos de dados. No ano passado, 93% das nossas receitas vieram da Internet. O mercado das telecomunicações é viável porque permite dobrar a performance e ainda reduzir custos, explicou Miner, usando com exemplo a própria informação armazanada em computadores, antes contida em gigantescas salas, mas que agora cabem em um simples disquetes. Isso porque hoje é possível acessar 30 milhões de clientes em apenas meia hora, o que antes demandaria pelo menos seis semanas para ocorrer.
O assunto terá continuidade em algumas palestras ministradas hoje, dia de encerramento da Futurecom, que também contará uma reunião extraordinária dos diretores da Anatel, coordenada pelo presidente Renato Guerreiro.


