Negócios podem somar 40 mil/t por ano, diz governo
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segunda-feira, 29 de junho de 2015
Victor Martins<br> Agência Estado 
Brasília - A secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Tatiana Palermo, disse ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que depois da abertura do mercado norte-americano para a carne in natura do Brasil as vendas para os Estados Unidos podem somar 40 mil toneladas. Em cinco anos, essas exportações devem alcançar 100 mil toneladas, disse ela. De acordo com a secretária, a abertura é importante porque atesta a qualidade da defesa agropecuária brasileira, dado o grau de exigência dos EUA, e vai permitir a abertura de outros mercados para os frigoríficos brasileiros. Tatiana Palermo, que está nos Estados Unidos participando das negociações, conversou com a reportagem por telefone.
"Conseguimos a publicação da legislação que abre o mercado norte-americano de carne bovina in natura. Agora falta concluir a negociação do certificado sanitário internacional para começar a exportar", explicou a secretária. Esse documento é uma espécie de passaporte para o produto brasileiro e atesta o cumprimento de todas as exigências. "Nós estamos esperando o começo das exportações para agosto", disse. O governo brasileiro, em contrapartida, decidiu liberar as importações da carne bovina americana.
O volume financeiro das exportações ainda é indefinido. Tatiana explicou que há uma cota para todos os países de 64,8 mil toneladas e o que tiver dentro dessa cota paga uma tarifa de 4% - sobre o excedente incide tarifa de 26,4%. A secretária avalia que mesmo que o Brasil preencha a cota o que passar ainda chegará aos Estados Unidos com preço competitivo.
Depois da aprovação do certificado sanitário internacional, os Estados Unidos enviarão uma missão sanitária ao Brasil e os norte-americanos receberão, também, uma missão brasileira. Com esses trâmites concluídos, as exportações estarão autorizadas sem número restrito de frigoríficos. Todos, dentro de 13 Estados e do Distrito Federal, poderão vender.
"Essa abertura tem um valor simbólico também, não só comercial. Os Estados Unidos são um dos mercados mais exigentes. A abertura serve como referência ao nosso sistema de defesa agropecuária", disse. Depois dos EUA, técnicos do Ministério da Agricultura do Brasil seguem para Tóquio, onde negociam a abertura para a carne termoprocessada. De lá, o grupo vai para a Rússia.


