Negócios no pré-sal e nas Olimpíadas
Com a experiência de comercializar para grandes empresas como Vale, Embraer e Infraero, a Contrafo acabou vencendo, no início deste ano, a licitação para vender os tranformadores para os trabalhos no pré-sal, com preços que variam de R$ 700 mil a R$ 1,2 milhão. São cerca de 90 peças de até 60 toneladas que serão entregues. ''Fomos a única empresa nacional concorrendo nesta licitação e ganhamos o lote. Vamos entregar os maiores transformadores a seco fabricados no Brasil'', explica o empresário Raimundo Minato.
Na época em que as licitações para as Olímpiadas no Brasil foram abertas, a Contrafo também conseguiu ganhar os lotes que envolvem os transformadores que serão utilizados no Rio de Janeiro. ''Também estamos de olho nos produtos ligados à energia que serão utilizados na Copa do Mundo em 2014.''
Atualmente, o grupo Eletrotrafo/Contrafo está entre as cinco maiores do País no segmento, mas a expectativa é que o mais breve possível esteja no top três. Para isso, o grupo tem um projeto que está sendo desenvolvido desde 2008. Em Cornélio, as quatro fábricas estão localizadas em terrenos separados, que somados, chegam a 32 mil metros quadrados.
O objetivo do grupo é trabalhar numa área única de cerca de 50 mil metros quadrados. Segundo Minato, a empresa chegou a receber propostas para vir se instalar em Londrina, mas, a prefeitura de Cornélio acabou encontrando um terreno interessante para a Contrafo. ''É importante para melhorarmos nossa logística de entrega dos nossos produtos, que não está muito eficiente. Quando estivermos trabalhando neste novo local, deveremos incrementar nossa capacidade produção e o faturamento em pelo menos 30%.''
Em relação as exportações - hoje correspodem a apenas 5% das atividades - Minato acredita que quando o conglomerado estiver instalado no novo local, elas crescerão de forma natural. ''Ainda não temos estrutura para atender o mercado externo. Por enquanto, estamos trabalhando para atender bem nossos clientes aqui do País.'' (V.L.)





