São Paulo - Quem quiser empreender neste ano tem mais chances de sucesso se investir no setor de serviços. A dica é do Sebrae, que mapeia anualmente os negócios com melhores perspectivas para o período.

"O macro setor de serviços é o que apresenta maior destaque. O que é positivo, pois já reflete a recuperação da renda e do mercado de trabalho como um todo", afirma o presidente do Sebrae Nacional, João Henrique Sousa.

O relatório, elaborado na virada do ano, utiliza as informações mais recentes disponíveis da base de dados da Receita Federal e das expectativas de mercado para a economia, avaliando suas prováveis implicações para os os pequenos negócios.

O crescimento da economia e a esperada recuperação do mercado de trabalho devem, segundo o estudo, sustentar uma trajetória de ligeira recuperação do rendimento médio real dos trabalhadores, o que favorece as micro e pequenas empresas voltadas à prestação de serviços pessoais.

"Voltamos a caminhar na direção das tendências de longo prazo da economia, com destaque para a expansão das atividades de serviços nas áreas de transporte, saúde, educação, além das tradicionais atividades de alimentação, como vestuário e serviços pessoais", diz Sousa.

Negócios na área de cuidado com idosos, instalação e manutenção elétrica, entregas, transporte de passageiros, marketing direto e produção de conteúdo para internet são alguns dos destaques no setor.

As pequenas empresas que trabalhem com alimentos, roupas e produtos de limpeza e higiene pessoal, por sua vez, serão beneficiadas com a melhora do poder de compra dos salários e o maior nível de investimento dos negócios.

O Sebrae destaca as boas perspectivas para padarias e confeitarias, comércio de bebidas, calçados e empresas que fazem pequenas obras de alvenaria e manutenção elétrica.

Como a safra agrícola esperada para este ano é próxima de 238 milhões de toneladas de grãos, são favorecidas ainda as empresas pequenas que ofereçam serviços voltados para o setor agropecuário, as fornecedoras de insumos agrícola e os pequenos comércios varejistas próximos aos principais pontos de produção agrícola do País.

Em relação à exportação, os mercados com maior potencial de expansão para as pequenas e médias empresas são os Estados Unidos e países do sul e do leste asiático. As mais favorecidas são as que exportam madeira serrada, mármore, granito, pedras preciosas e semipreciosas, móveis, roupas e sapatos.

CONFIANÇA
O mapeamento do Sebrae vem em consonância com o Índice de Confiança de Serviços (ICS) divulgado nesta quarta-feira (30) pela FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas). O ICS subiu 3,6 pontos em janeiro, para 98,2 pontos, o maior nível desde março de 2014 (98,7 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice mantém o sinal positivo pelo sexto mês consecutivo, avançando 2,9 pontos em relação a dezembro.

"A sondagem de janeiro confirma a melhora na percepção das empresas de Serviços em relação ao ambiente de negócios. Essa reação, no entanto, permanece apoiada nas expectativas, ficando as avaliações da situação corrente com desempenho positivo, mas ainda muito discreto. Assim, é de se esperar que a atividade produtiva prossiga em ritmo moderado nesse início de ano. Um aspecto importante da contínua melhora das expectativas vem sendo seu efeito positivo sobre o indicador que mede o ímpeto de contratações para os próximos meses, uma vez que os Serviços são o setor de maior participação no mercado de trabalho", analisa Silvio Sales, consultor da FGV Ibre. (com Reportagem Local)

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