RIBEIRÃO PRETO - A Agrishow 97, principal feira do agribusiness brasileiro, foi encerrada no sábado, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, com a estimativa de ter proporcionado negócios de R$ 600 milhões, 20% acima do ano passado. Aproximadamente 70 mil pessoas visitaram a feira, entre elas o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Agricultura, Arlindo Porto.
Durante o evento, governo, lideranças rurais e produtores mostraram estar dispostos a se unir para garantir mais crédito ao setor, ganhos de produtividade e aumento na mecanização. ‘‘Estamos entrando numa fase de política agrícola mais estável e transparente’’, disse o ministro, que anunciou para este mês o plano de safra com R$ 8 bilhões para o custeio.
Esse otimismo - que vem principalmente dos bons preços dos grãos - foi traduzido nos negócios realizados. A americana Case-IH, por exemplo, vendeu perto de uma centena de máquinas no valor total de R$ 10 milhões. ‘‘Notamos que há um grande interesse dos produtores em investir’’, disse Rasso von Reininghaus, da New Holland, que também vendeu número equivalente de unidades.
O setor de máquinas e equipamentos, que está ficando mais competitivo com a chegada de novos concorrentes, espera vender 30% mais este ano. Os defensivos devem apresentar crescimento de 15% e o de fertilizantes, 5%. Apesar de números positivos nas vendas, os expositores disseram ter verificado uma grande demanda dos visitantes por informação.
‘‘O agricultor quer saber quais as melhores formas de obter lucro’’, comenta Francisco Mitidieri, gerente de produtos da Zêneca, fabricante de defensivos. ‘‘O produtor descobriu que é bom ser competitivo e agora quer se atualizar’’, comenta. Essa busca por novas oportunidades levou os produtores a fechar mais negócios diretamente com os fabricantes do que via o tradicional financiamento do Banco do Brasil. Os estandes do BB e BNDES ficaram praticamente às moscas.

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