Negócios na Agrishow cresceram 20% em relação ao ano passado
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domingo, 04 de maio de 1997
Agência Estado 
RIBEIRÃO PRETO - A Agrishow 97, principal feira do agribusiness brasileiro, foi encerrada no sábado, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, com a estimativa de ter proporcionado negócios de R$ 600 milhões, 20% acima do ano passado. Aproximadamente 70 mil pessoas visitaram a feira, entre elas o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Agricultura, Arlindo Porto.
Durante o evento, governo, lideranças rurais e produtores mostraram estar dispostos a se unir para garantir mais crédito ao setor, ganhos de produtividade e aumento na mecanização. Estamos entrando numa fase de política agrícola mais estável e transparente, disse o ministro, que anunciou para este mês o plano de safra com R$ 8 bilhões para o custeio.
Esse otimismo - que vem principalmente dos bons preços dos grãos - foi traduzido nos negócios realizados. A americana Case-IH, por exemplo, vendeu perto de uma centena de máquinas no valor total de R$ 10 milhões. Notamos que há um grande interesse dos produtores em investir, disse Rasso von Reininghaus, da New Holland, que também vendeu número equivalente de unidades.
O setor de máquinas e equipamentos, que está ficando mais competitivo com a chegada de novos concorrentes, espera vender 30% mais este ano. Os defensivos devem apresentar crescimento de 15% e o de fertilizantes, 5%. Apesar de números positivos nas vendas, os expositores disseram ter verificado uma grande demanda dos visitantes por informação.
O agricultor quer saber quais as melhores formas de obter lucro, comenta Francisco Mitidieri, gerente de produtos da Zêneca, fabricante de defensivos. O produtor descobriu que é bom ser competitivo e agora quer se atualizar, comenta. Essa busca por novas oportunidades levou os produtores a fechar mais negócios diretamente com os fabricantes do que via o tradicional financiamento do Banco do Brasil. Os estandes do BB e BNDES ficaram praticamente às moscas.


