Negócios imobiliários encolheram
Os negócios imobiliários voltados a dekasseguis, que até há quatro anos eram volumosos, estão hoje sendo realizados em proporções bem menores em Londrina e região. O proprietário da Central de Negócios Imobiliários, Jorge Matsumoto, chegou a comercializar mensalmente 60 imóveis exclusivamente para dekasseguis. Hoje este número caiu para cinco por mês.
Não se trata somente de efeito da crise que abala o Japão e os países da Ásia, mas também porque a grande maioria já tem seu imóvel, afirma o imobiliarista. Os dekasseguis chegaram a aquecer o mercado, quando, no início da década, voltaram do Japão dispostos a investir o dinheiro economizado. Na época, a preferência era por apartamentos com preços até R$ 80 mil. Hoje, os brasileiros que retornam do Japão estão preferindo casas com valor até R$ 60 mil.
Segundo Matsumoto, o fato das indústrias japonesas cortarem horas extras reduziu o poder de compra dos dekasseguis, mas não inviabilizou a vida de quem optou em mudar de país para tentar a sorte. Ele afirma que o brasileiro que vive atualmente lá também está mais adaptado ao modo de vida japonês. É uma mudança de hábito, eles estão vivendo melhor no Japão.
O proprietário da Imobiliária Coroados de Londrina, Augusto Takeshi, afirma que a redução da atividade econômica japonesa acaba refletindo nos negócios no Brasil. Segundo ele, além do norte do Paraná, o reflexo também está sendo sentido no interior de São Paulo, onde a presença de famílias de descendentes de japoneses é muito expressiva. (P.L.)





