Para algumas empresas leiloeiras que participam da 52 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, as vendas de animais seguem equilibradas. Porém, representantes de algumas delas relatam que os negócios poderiam ter sido melhores se não fosse a estiagem que atingiu as principais regiões produtoras do País.
De acordo com Elton Aparecido Baccarin, sócio da RBL Leilões, a empresa negociou R$ 2,5 milhões na ExpoLondrina deste ano. O valor arrecadado, segundo ele, não pode ser comparado ao ano passado devido às diferenças dos valores dos animais, mas admitiu que as vendas poderiam ter sido mais robustas. Ele ressaltou que, desde o início do ano, a falta de chuva preocupou um pouco as leiloeiras pois, nesse cenário, é comum o produtor segurar as compras de gado.
Roberto Barros, vice-presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), confirmou que os produtores que participam da ExpoLondrina estão preocupados. Segundo ele, a comercialização está mais tímida nesta edição devido ao cenário de incertezas que o setor vive em relação ao clima. Ele completou que depois do La NiÀa, que trouxe estiagem para o Sul do País durante o verão, agora é o El NiÀo que vem tirando o sono dos produtores. ''Por causa desses problemas, não esperamos obter quebra de recorde de vendas neste ano na ExpoLondrina'', destacou.
Mas mesmo nesse contexto, a RBL Leilões manteve o cronograma estipulado de seis leilões. Dois leilões de cavalos, um da raça Mangalarga e outro de Quarto de Milha, movimentaram R$ 450 mil. Já nos leilões de gado de corte, o faturamento chegou a R$ 2 milhões. Baccarin comentou que o animal mais caro comercializado na exposição este ano foi um reprodutor Angus arrematado por R$ 19,6 mil.
Para a Leiloingá, as vendas na exposição seguiram dentro da média esperada. Segundo o diretor, Carlos Peres, dos dois eventos promovidos pela empresa, o leilão Dez Marcas foi o que mais se destacou nesta edição da feira. Ao todo, foram comercializados 920 animais que geraram uma receita total que superou a casa de R$ 1 milhão. ''O foco de nosso leilão foi a venda de animais Nelore e meio sangue Angus'', completou Peres. O animal de maior valor comercializado foi uma vaca Nelore arrematada por R$ 2.040,00.
Em seis leilões realizados na ExpoLondrina entre os dias 4 e 9 de abril foram comercializados R$ 3.566 milhões. Na última segunda-feira, o Leilão da Hora Agronegócioö atingiu 100% de liquidez. Nesse evento, foram comercializados os 1.085 animais levados à pista, totalizando R$ 1.433.580 milhõa com média por animal de R$ 1.322,49. O lote mais caro com 10 novilhas Nelore de 24 meses, prenhas, foi vendido pela Herbran Agropecuária por R$ 70.840,00. O maior comprador da noite foi João Paulo Mendes Júnior.

mockup