Negócios digitais têm espaço para crescer
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domingo, 01 de dezembro de 2013
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
O comércio eletrônico representa apenas 3% do varejo tradicional e 68% das empresas possuem um site na internet. Estes foram alguns dados citados por Paulo Milreu, business coach e fundador da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi) de São Paulo, para mostrar que existe ainda um grande espaço para o crescimento dos negócios digitais. "O mercado de internet no Brasil é minúsculo. Pode crescer muito." Ontem, ele ministrou palestra em Londrina sobre os desafios do mercado digital no interior no 3º Seminário Locaweb de Negócios Digitais.
Para ele, que é de Bauru (SP), as cidades do interior são ricas, mas mal exploradas no cenário dos negócios digitais. Entre as dificuldades enfrentadas pelas agências estão o paradigma de que as melhores agências estão nos grandes centros e de que se paga menos aos profissionais e às empresas do interior. Também está presente o "paradigma do sobrinho que faz sites", complementa o business coach. "Isso acontece no Brasil inteiro. A ideia de 'vou fazer meu site com o sobrinho porque ele faz mais barato'."
Entre os profissionais da área, também há a ideia de que as boas capacitações e as grandes contas estão nos grandes centros. "No Paraná tem agências excelentes que prestam serviços para clientes do Brasil inteiro, mas também há aquelas que acabam ficando tímidas, achando que mercado não está bom. Sempre digo que, enquanto uns choram, outros vendem lenço. E eu vou vender lenço", diz Milreu.
Luiz Gabriel Cardozo e Cíntia Yamani são sócios da agência digital Droopi, de Londrina. Para eles, a principal dificuldade ao entrar no mercado digital foi convencer o cliente de que serviços digitais são importantes para o negócio. "Ainda sentimos bastante dificuldade em mostrar o valor do investimento no mercado digital, fazer o cliente entender que não é uma panfletagem on-line, mas uma forma de atrair novos negócios, manter contato com os clientes", conta Cardozo.
Outra dificuldade está no momento da negociação. "Tentamos competir ao máximo com São Paulo e Curitiba em questões de qualidade, diferenciais", diz Cíntia. "Tentamos convencer os clientes londrinenses a nos dar valor, acreditar." Segundo ela, em cidades do interior, grande parte dos clientes também acreditam no potencial exclusivo de divulgação em mídias como jornal e televisão. "A verba investida no digital é mínima." Mão de obra especializada é outro gargalo, afirmam os sócios.


