Negócios devem iniciar a semana sob pressão
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domingo, 22 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Executivos do mercado financeiro afirmam temer o comportamento dos mercados na reabertura dos negócios hoje em razão dos resultados desfavoráveis ao candidato governista, José Serra, na pesquisa do Datafolha publicada ontem. Além das eleições, o cenário externo negativo continua a preocupar.
Analistas dizem que o dólar deve subir e a Bolsa, cair. O ''efeito Lula'' ainda não teria sido completamente embutido nos preços.
''Será uma ducha de água fria no mercado. Não sei quanto o dólar sobe, se explode agora. Quanto mais caro, menor o poder de remessa'', diz Pedro Thomazoni, diretor do Lloyds TSB.
Serra é o candidato do mercado que o identifica com a continuidade da atual política econômica.
''Se o mercado acreditar na vitória do Lula... porque o investidor estrangeiro acha que Serra se recupera'', afirma Thomazoni.
Analistas dizem que Lula não tem credibilidade com investidores estrangeiros e que se vencer, o país enfrentará um difícil teste.
''Será uma catástrofe, em razão dos resultados da pesquisa'', diz Luiz Antônio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner. ''O câmbio vai tentar subir, e a Bolsa vai cair.'' Para Vaz das Neves, um limite para o dólar pode ser a ''resistência do câmbio argentino. R$ 3,60 seria um valor razoável, pois o câmbio no Brasil não pode ficar mais alto que no país vizinho, com aquele caos''. A cotação do dólar na Argentina era de 3,61 pesos no fechamento de sexta-feira. ''Pode soar irracional, mas é como o mercado pensa'', diz.


