A iniciativa de realizar uma feira de exposições mesclando a indústria moveleira com a de eletroeletrônicos deu certo. Segundo o coordenador geral do Pavilhão de Exposições de Arapongas (Expoara), Rubens Ortiz, a fórmula deverá ser repetida, como o previsto, daqui a dois anos. Ele acredita que pela quantidade e pela qualidade dos expositores e lojistas, o volume de comercialização ultrapasse a estimativa inicial de R$ 100 milhões. ''Esta primeira edição, da Movelpar Eletro 2004, que termina hoje, agradou tanto lojistas como expositores'', disse ele.
Na avaliação do coordenador da feira, a 1 Movelpar Eletro superou as expectativas. ''Não tínhamos idéia do comportamento dos visitantes justamente porque foi a primeira feira deste formato realizada no País. O diferencial foi que os lojistas encontraram aqui a oportunidade de negociar produtos de diversos segmentos que são vendidos nos grandes magazines'', disse. A feira recebeu lojistas de todo o Brasil, atraídos justamente por esse mix de segmentos e, também, pela época do ano, ideal para a reposição de estoques. ''Tivemos visitantes que já reservaram espaço para 2006. As feiras, a partir de agora, serão bienais, com 60% de eletros e 40% de móveis'', adianta.
''O formato atual é o ideal'', concorda o diretor comercial da fábrica de eletrodomésticos Britânia, Iberê Martelo. ''Clientes de móveis puxam uma linha grande de fabricantes de eletros'', acrescenta o gerente da Região Sul da Philco, Robson Melara. Ortiz salienta ainda que, mais do que uma feira de contatos, a Movelpar Eletro se mostrou um evento de fechamento de negócios.
É o caso da Móveis Vila Rica, de Arapongas. O diretor-presidente, José Munhoz Sanches, diz que a empresa comercializou 50% a mais do que habitualmente vende em feiras específicas do setor moveleiro. ''A qualidade dos lojistas visitantes, atraídos pela mistura de móveis e eletros, diferenciou o evento, tornando-o muito atrativo tanto para a indústria quanto para o varejo''.
O presidente da Cineral, de São Paulo, Abdo Hadade, disse que a feira representou o melhor investimento já realizado pela empresa em exposições. ''Esta feira é estritamente de negócios e só atendemos compradores, diferentemente de feiras nas quais o consumidor final pode ser também o visitante, como era o formato da UD (a extinta Feira de Utilidades Domésticas) em São Paulo'', testemunha Hadade.
Quem também aguarda o fechamento de muitos negócios pós-feira é a Houston, fabricante de bicicletas sediada em Teresina (PI). ''Passaram pelo nosso estande grandes e pequenos clientes, até do exterior. Nosso presidente está muito satisfeito'', diz Adilson Custódio, diretor comercial da Houston, que integra o Grupo Claudino, formado por 16 empresas de vários segmentos e que emprega 15 mil funcionários.
Até as 17 horas de ontem haviam passado pelo Expoara 19.406 visitantes. Ortiz projeta em 24 mil o número de pessoas que passarão pela feira até o encerramento, hoje à noite.

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