Os ataques terroristas ao território norte-americano no último dia 11 aqueceram os negócios com ouro no mercado doméstico. Desde aquela data, o volume médio de contratos atrelados ao ouro negociado diariamente na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) saltou para R$ 1,2 milhão. No mês passado, o volume diário negociado não alcançou os R$ 200 mil.
A forte procura levou os preços do ouro no mercado futuro para os maiores níveis desde o início do Real em 94. No pregão da última sexta-feira, o metal encerrou os negócios vendido a R$ 26,40.
Quem apostou no ouro no fim de 2000 viu seu investimento crescer 48,3%. Essa é a alta do ouro no ano. Somente neste mês, foram 20,8% os ganhos. ''Acredito que essa migração para o ouro é apenas de curto prazo, passageira'', afirma o economista do banco Inter American Express, Gustavo Moraes.
O economista diz que ''em momentos de grandes indefinições, como o atual, é normal acontecer'' esse tipo de movimento. ''Principalmente quando há ações militares envolvidas.'' Mas, apesar desse salto superior a 500% entre a média dos últimos dias e a do mês passado, o volume ainda é bastante inexpressivo frente ao que representavam os negócios com ouro no início da década de 90.
Em 1992, os negócios diários com ouro na BM&F chegaram a superar os US$ 110 milhões. O declínio dos negócios com ouro no Brasil se acentuaram a partir de 93, com os volumes despencando ano a ano.

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