Negócio tem futuro, diz economista
O professor e economista Renato Pianoviski de Moraes encara com otimismo o futuro da sustentabilidade. Ele acredita, inclusive, na mudança de comportamento do consumidor, que não vai se incomodar em pagar um pouco mais por um determinado produto desde que a empresa seja ambientalmente correta em todos os aspectos. ''Vai chegar um dia em que nós não vamos comprar um carro, um celular ou uma televisão da empresa que não tenha uma atitude ecológica'', afirma.
Na opinião de Moraes, a adoção do conceito sustentabilidade está apenas na fase inicial, com grandes perspectivas de crescimento. ''A reciclagem não é coisa de pobre ou de atravessador, e sim uma grande oportunidade. Há um amplo mercado para se ganhar dinheiro'', argumenta. Ele destaca que o Brasil é um dos maiores recicladores de papel e latas de alumínio do mundo.
O economista está elaborando uma tese de doutorado sobre meio ambiente a partir da experiência com tratamento do lixo em Londrina, Maringá e Curitiba.
Para o engenheiro civil Fernando Barros, especialista em gestão ambiental, a preocupação com a sustentabilidade não deve ser vista apenas como uma alternativa de negócio mas como algo mais amplo. ''O que você está poupando, na verdade, são insumos naturais para as futuras gerações, o que é bom para a natureza e para os novos negócios'', reconhece Barros.





