Negociações não podem ser genéricas, aponta a CEF
Negociações não podem ser
genéricas, aponta a CEF
O superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Renato Nardoni, disse que qualquer solução a ser dada para os contratos do SFH sem FCVS não poderá ser adotada de maneira genérica para todos os mutuários. Também não poderá ser
permanente, como aconteceu com o FCVS.
Nardoni explicou que os agentes financeiros já vinham discutindo o assunto por causa do aumento excessivo do saldo devedor de vários contratos em
relação aos valores dos imóveis correspondentes.
Segundo o superintendente, a Caixa vem concedendo descontos para os
mutuários que querem liquidar seus contratos. Mas esses descontos não
passam de 20%. Para os casos que estamos discutindo, um desconto de 20% ou o alongamento dos prazos de pagamento não resolvem o problema. Nardoni disse que o FCVS foi um subsídio generalizado e cumulativo, embora tenha sido criado para resolver uma situação conjuntural: reajustes que foram repassados de maneira diferenciada aos saldos devedores e às prestações.
Nesses casos, talvez tivesse sido melhor oferecer um bônus ou um desconto temporário e exigir a mudança na correção dos contratos, disse. Segundo Nardoni, é necessário identificar a causa do aumento dos saldos devedores por grupos de contratos e adotar soluções diferenciadas. Na maioria dos casos, o mutuário paga uma prestação mais baixa que o
aluguel de um imóvel correspondente, disse. A mudança no sistema de
correção das prestações, segundo ele, poderia equilibrar o contrato no
futuro.
Apesar de mais recente, o Sacre (Sistema de Amortizações Crescentes)
-adotado pela Caixa- tem gerado desequilíbrios contratuais com os sistemas de correção mais antigos.
No levantamento feito pela Caixa para identificar saldos devedores
residuais, 4.127 mutuários do Sacre têm prestações que não serão
suficientes para quitar suas dívidas até o final do prazo dos
financiamentos. (S.M.).





