Brasília - O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Giannetti da Fonseca, mostrou confiança ontem na retomada das negociações entre Brasil e Rússia em relação às carnes. De acordo com ele, a aproximação entre os dois países é necessária em si porque se trata do maior exportador (Brasil) e o maior importador (Rússia) do produto em nível mundial. ''A dependência é grande de um e de outro'', considerou.
Além disso, Giannetti da Fonseca lembrou que a Rússia apresentou um problema com a safra de trigo atual. Isso significa, de acordo com ele, que o país terá problemas com a quantidade de ração disponível para a pecuária local. ''Faltará proteína animal e a tendência é a de que a necessidade de importação suba'', previu.
Dados do Ministério da Agricultura revelam que, no primeiro semestre de 2010, a venda de carnes (de todos os tipos) para o país foi de 319 mil toneladas, o que representou um saldo de US$ 915,2 milhões. Esse montante significa um aumento de 18,77% na comparação com a primeira metade de 2009. Apenas de carne bovina, a venda brasileira para a Rússia foi de 142,6 mil toneladas de janeiro a junho deste ano, o que equivale a US$ 476 milhões - o montante é 10% maior do que o do mesmo período de 2009.
Ontem, negociadores dos dois países voltariam a tratar do tema. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Cozendey, o primeiro contato de foi apenas para ''desempoeirar'' as relações.

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