O período de matrícula é o momento ideal para encontrar o melhor prestador de serviço para alunos de escolas particulares. Segundo Flávio Henrique Caetano de Paula, coordenador do Procon em Londrina, nesta fase os proprietários de estabelecimentos educacionais estão mais propensos às negociações com os pais. Promessas e aparências não garantem um ensino de qualidade. ''É preciso oferecer boas referências, estrutura física adequada e segura, profissionais capacitados, projeto didático e pedagógico consistente, preço competitivo e transparência'', sugeriu.
Descobrir uma escola que preencha estes requisitos exigirá tempo e atenção dos interessados. Numa visita aos candidatos, os pais poderão confrontar as informações obtidas com a realidade. A escolha certa terá amparo num contrato satisfatório para ambas partes. Em outras palavras isso significa bom serviço e custo razoável.
De acordo com Marco Antonio de Souza, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinep), cerca de 250 estabelecimentos de Ensino Básico, Fundamental e Superior atuam na região (21 municípios). Este ano, eles aplicaram um reajuste entre 5% e 7% nas mensalidades. ''Este índice não está atrelado à inflação. Ele depende da planilha de custos que a escola terá no ano seguinte, incluindo aumento salarial dos funcionários, água, luz, telefone, aluguel, seguros, entre outros'', explicou.
Kit escolar - Nenhuma escola, pública ou privada, pode exigir dos alunos marca e loja específica para a compra de materiais. A livre escolha é direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor. Na opinião de Caetano de Paula, outra cobrança passível de questionamento é a inclusão de produtos de limpeza e higiene pessoal no kit escolar. ''O gasto com estes itens é responsabilidade do prestador de serviço, que deveria considerar esta despesa na definição da mensalidade'', defende o coordenador do Procon. Para evitar abuso e desperdício nas papelarias, Souza sugere aos pais descobrir como os produtos serão utilizados e conferir ao final do ano.
O segredo do fotógrafo Fransnei Cantarin Marcelino para economizar na aquisição do material escolar é pesquisar e negociar desconto no pagamento à vista. A filha de 12 anos estuda num colégio particular e, este ano, deve consumir entre R$ 500,00 e R$ 600,00 em cadernos, livros, lápis, canetas e produtos afins. O mesmo valor é estimado pelo representante comercial Wilson Barbosa de Souza e a esposa Eleaci Mazur com a lista entregue pela filha.
''Isso sem contar o gasto com transporte de Jaguapitã a Rolândia, lanches e uniforme'', acrescentou o pai, que evitou o aumento na mensalidade ao unir força com outros pais de alunos. A educadora infantil Marinalva Gonçalves utiliza a lei da compensação para equilibrar o orçamento familiar e o gosto dos filhos. Antes de saírem às compras, eles combinam um limite de gastos e, caso algum item mais durável como tesoura e compasso suma ou quebre durante o ano, o filho suprirá o prejuízo com a mesada. ''Às vezes, tento convencê-los a reaproveitar algo que sobrou do ano anterior, mas é quase impossível'', revela a mãe.
Para consultar o Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078, de 11 de setembro de 1990) basta acessar - por exemplo - o site: www.mj.gov.br/dpdc/servicos/legislacao/cdc.htm

mockup