As negociações em torno da venda da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) atravessaram a madrugada de ontem sem solução. As duas partes envolvidas, a Telefônica e a Brasil Telecom, tentaram chegar a um acordo em um encontro que começou ainda na noite de segunda-feira e foi até ontem de madrugada.
A Telefônica lidera o consórcio Tele Brasil Sul (TBS), que não conseguiu vender o controle acionário da CRT, como estava obrigada a fazer, em nenhum dos prazos que havia recebido – 18 meses, 45 dias e 90 dias – da Anatel.
O último minuto disponível para a transação esgotou-se à meia-noite de segunda-feira sem que os participantes tivessem chegado a um acordo. Até aquele momento, as conversas teriam fracassado por causa da posição rígida da Telefônica em defesa do preço de US$ 850 milhões pela CRT, que tinha sido acertado diretamente com a Telecom Itália, integrante da Brasil Telecom.
O conselho de administração da Brasil Telecom já havia aprovado uma faixa de preço máxima de US$ 750 milhões. No último domingo, o grupo propôs o pagamento de US$ 730 milhões. A oferta foi recusada pela Telefônica, pois ela havia pedido US$ 1,09 bilhão antes de fazer o acordo com os italianos.

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