A vi­si­ta da co­mi­ti­va em­pre­sa­rial bra­si­lei­ra che­fia­da pe­la pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff à Chi­na que es­tá sen­do rea­li­za­da nes­ta se­ma­na con­fe­re ain­da ­mais im­por­tân­cia nas re­la­ções co­mer­ciais en­tre Bra­sil e es­ta po­tên­cia asiá­ti­ca, que já é a se­gun­da eco­no­mia mun­dial, cres­ce na es­tra­tos­fé­ri­ca mé­dia de 10% ao ano e tem uma po­pu­la­ção não me­nos im­por­tan­te de 1,3 bil­lhão de pes­soas. Jun­to com a al­ta cú­pu­la da pre­si­dên­cia via­jam tam­bém em­pre­sá­rios pa­ra­naen­ses. Na­da por aca­so, já que a Chi­na é ho­je o prin­ci­pal par­cei­ro co­mer­cial do ­País e do Es­ta­do, so­bre­tu­do no agro­ne­gó­cio. Já no se­tor de lou­ças, re­pre­sen­ta um for­te con­cor­ren­te.
  Des­sa for­ma, não é es­pan­to ne­nhum que o dra­gão chi­nês des­per­te o in­te­res­se de em­pre­sá­rios da­qui que bus­cam ex­pan­dir ain­da ­mais o flu­xo co­mer­cial (im­por­ta­ções e ex­por­ta­ções) en­tre os ­dois paí­ses. Os ne­gó­cios bi­la­te­rais têm cres­ci­do 47,5%, em mé­dia, ao ano. Tan­to que pu­la­ram de US$ 9 bi­lhões, em 2004, pa­ra US$ 56 bi­lhões, no ano pas­sa­do, de acor­do com o Con­se­lho Em­pre­sa­rial Bra­sil-Chi­na. Em de­cor­rên­cia des­se cres­ci­men­to, a Chi­na é ho­je o prin­ci­pal par­cei­ro co­mer­cial do ­País e um dos maio­res res­pon­sá­veis pe­la en­tra­da de in­ves­ti­men­to es­tran­gei­ro di­re­to.
  No Pa­ra­ná, a si­tua­ção não é di­fe­ren­te. Da­dos do Sis­te­ma ­Fiep re­ve­lam que a Chi­na tam­bém já é o prin­ci­pal par­cei­ro co­mer­cial do Es­ta­do, po­si­ção até pou­co tem­po ocu­pa­da pe­la Ar­gen­ti­na. So­men­te no pri­mei­ro bi­mes­tre de 2011, o flu­xo co­mer­cial PR-Chi­na foi de US$ 541 mi­lhões, o que re­pre­sen­ta 12,58% de to­do flu­xo es­ta­dual, que foi de US$ 4,3 bi­lhões. Mas, en­quan­to o Pa­ra­ná ex­por­ta prin­ci­pal­men­te com­mo­di­ties, a Chi­na ven­de pro­du­tos com ­maior va­lor agre­ga­do co­mo te­ci­dos e con­fec­ções, equi­pa­men­tos e com­po­nen­tes ele­trô­ni­cos. Rea­li­da­de que se ex­ten­de aos de­mais es­ta­dos bra­si­lei­ros.
  Jus­ta­men­te por es­te mo­ti­vo, pa­ra al­guns se­to­res da eco­no­mia na­cio­nal, a Chi­na é vis­ta co­mo vi­lã e con­cor­ren­te des­leal de­vi­do ao pre­ço bai­xo dos pro­du­tos que fa­bri­ca e de­so­va mun­do afo­ra.


● As exportações chinesas para o mundo saltaram de US$ 18 bilhões em 1980 para US$ 1,5 trilhão em 2010



● No Paraná, o setor de louça é um dos que sofre com a concorrência chinesa. Só de janeiro a março de 2011, entraram 94 milhões de peças de porcelana chinesa no Brasil

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