Depois de três adiamentos, a novela do descruzamento das participações acionárias entre a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) chegou ao fim. A separação consiste na venda da participação da Bradespar e a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) na CSN para o Grupo Vicunha, que, por sua vez, venderá suas ações na mineradora para as duas instituições.
Em comunicado divulgado à Bovespa, a Vale informou que a liquidação financeira da operação vai ocorrer até o dia 15 de março. No texto, o presidente do Conselho de Administração da Vale, Roger Agnelli, informou que em janeiro será aberto o prazo para os acionistas não envolvidos na transação exercerem seu direito de preferência para comprar ações da Valepar na proporção de sua participação na Vale Rio Doce.
Além disso, será encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de autorização para a Vicunha Siderúrgica emitir debêntures, um das operações que irá viabilizar a separação acionária.

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