Negociação deve incluir sindicato
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva (foto), o Paulinho, afirma que a participação dos sindicatos nas negociações sobre o banco de horas é fundamental para o trabalhador. Você negocia garantias para o empregado. Além da estabilidade no emprego durante a vigência do banco de horas, Paulinho cita como exemplo de garantias as cláusulas que fixam o mínimo e o máximo de horas de trabalho por semana. Em nossos acordos, sempre procuramos fixar o mínimo de 36 horas e o máximo de 46 horas semanais, além de estabelecer um limite para a quantidade de horas que poderão ser lançadas no banco.
Com exceção da possibilidade de evitar o desemprego, o banco de horas é desvantajoso para o trabalhador, avalia José Silvestre Prado de Oliveira, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo ele, além de deixar de receber as horas extras, o empregado perde o controle sobre o seu horário de trabalho. Nos momentos de picos de produção aumenta a pressão por parte do empregador pelo crescimento da produtividade, o que acaba elevando a possibilidade de acidentes.
A situação piora para o empregado, conforme Silvestre, quando não há a participação do sindicato da categoria nas negociações do banco de horas. Quando isso ocorre, não existe contrapartida em favor do trabalhador, como estabilidade no emprego, número máximo de horas de trabalho por semana, negociação de horários flexíveis e outras vantagens.





