As famílias atingidas pela corrosão da renda pela inflação ou mesmo pelo desemprego e que estão inadimplentes devem buscar as instituições financeiras não apenas para renegociar a dívida, mas para estender os prazos de pagamento. A orientação é do professor de economia Antônio Zotarelli, que coordena um projeto de extensão de Finanças Domésticas Sustentáveis na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Zotarelli sugere que o devedor selecione os parcelamentos com maiores taxas de juros, como o rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial, para tentar uma negociação. Isso porque as instituições tendem a preferir receber em prazos mais longos, mas não ficar sem o pagamento. "Também é possível tentar a portabilidade do crédito para um banco que tenha taxas menores, mas é preciso ficar atento aos juros e ao prazo. Também não adianta pagar uma parcela menor e pagar juros muito altos", diz, ao lembrar que o empréstimo consignado, quando possível, tem os menores custos.
Por outro lado, ele sugere a quem não está endividado a apertar o cinto até que a situação econômica e política se acomode. "Só se deve assumir novas dívidas se for, por exemplo, para trocar o aluguel pelo financiamento de uma casa, mas não se deve gastar com consumo de supérfluos." (F.G.)

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