O Brasil terá de fazer um trabalho intensivo em curto prazo para definir como vai negociar acordos comerciais e qual será o nível de proteção ao mercado interno que irá manter, disse ontem o representante especial do governo brasileiro no Mercosul, embaixador José Botafogo Gonçalves. ‘‘Teremos de entrar em acordo dentro do Brasil para depois ter um consenso no Mercosul e vamos ter muito trabalho.’’
A disciplina serve para todas as negociações, mas o bloco está com o calendário apertado principalmente para as discussões com a União Européia (UE), para quem terá de apresentar uma proposta de redução de tarifas de importação em novembro.
Como falhou em trazer sua proposta na reunião entre os dois blocos que ocorre está semana, em Montevidéu, o Mercosul deverá apresentar a sua oferta, ainda que não seja a definitiva, no próximo encontro, em Bruxelas. Para isso, será formado nas próximas semanas um grupo de discussão com a participação dos empresários e da sociedade civil para promover o debate e definir a maneira com que o governo vai negociar com a UE, a exemplo do que já ocorre nas negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Os empresários brasileiros têm reclamado por não estarem sendo consultados.

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