Engana-se quem pensa que uma empresa ''morre'' de uma hora para outra. O consultor do Sebrae em Londrina, André Basso, alerta que o fechamento resulta de uma morte lenta, provocada pela negligência acumulada ao longo do tempo. No Brasil, mais da metade das micros e pequenas empresas abertas morrem em menos de dois anos.
Basso compara que uma empresa doente é como uma pessoa doente. ''Não há um único fator de desequilíbrio. Existem situações que aumentam os riscos como, por exemplo, a centralização da gestão, que é sempre ruim. O empresário precisa de tempo definir estratégias o planejamento, para reduzir os riscos. Uma gestão bem feita, com o mínimo de informações financeiras sobre a empresa, permitem a tomada das decisões corretas.''
E Basso lembra que uma empresa não quebra somente porque não vende. ''É possível quebrar mesmo vendendo demais, porque isto também tem impacto nos negócios. Empresa não vive da venda, vive do lucro'', orienta.
O consultor aponta que normalmente o primeiro sinal de alerta é a falta de dinheiro. ''A gestão de finanças é o termômetro final porque é onde se concretizam os resultados da empresa. É lá que desembocam todo o impacto das más decisões tomadas ao longo do tempo'', complementa. (L.A.)

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