Nedson: 'Venda deve ser este ano'
Apesar dos resultados positivos, a Sercomtel Celular precisa ser vendida este ano. Caso o processo se alongue, a empresa pode não atrair mais compradores. A avaliação é do prefeito Nedson Micheleti (PT), que embora afirme nunca ter pensado em transferir parte da Sercomtel para novos donos, hoje já defende publicamente a venda dos 55% das ações da empresa pertencentes ao município.
Iniciando estudos e me informando melhor, agora estou convencido da necessidade de vendermos as ações, afirma o prefeito. Ele esclarece que o grande problema da Sercomtel Celular é a concorrência com empresas que atuam numa grande faixa territorial. A TIM, com a banda D, pode operar em Londrina a partir de janeiro de 2002 e a empresa que ganhar a concorrência da banda E também poderá estar operando em Londrina a partir de julho do ano que vem.
O prefeito ressalta que, por estarem operando em quase todo ou todo o território nacional, essas empresas têm ganho de escala. Enquanto eles compram 3 milhões de aparelhos celulares, a Sercomtel compra 3 mil, exemplifica o prefeito.
Segundo Nedson, para ter o poder de fogo das concorrentes, a Sercomtel teria que expandir sua área de ação, o que só pode ocorrer com a compra de concessões. E concessões custam bilhões. O município não tem esses recursos nem de longe.
Ele estima que a Secomtel Celular possa atingir um preço, vendida este ano, de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões. Mas lembra que para se chegar a um valor exato é preciso fazer uma avaliação com a intermediação de uma empresa idônea, passo que a prefeitura já começa a dar. Segundo o prefeito, o município está iniciando estudos para analisar a forma que se dará o processo de escolha da empresa que fará a avaliação da Sercomtel. Estamos analisando a forma de se fazer isso, adianta o prefeito e acrescenta: Precisamos ter esses números para sabermos exatamente o valor das ações e do controle acionário para podermos discutir a venda com a população.
O prefeito também está conversando individualmente com os vereadores para conhecer a opinião deles sobre a venda das ações e com vários setores da sociedade. Sinto que as pessoas que têm mais acesso a informações são favoráveis à venda. Em outros setores há reação e algumas pessoas pensam que será vendida a Sercomtel toda. Por isso estou preocupado com o processo de venda que exige a realização do plebiscito, observa. Há uma lei municipal que exige a realização do plebiscito para a venda de ações da empresa.
Nedson teme que não haja tempo hábil para uma campanha de esclarecimento da população. Segundo ele, o trabalho teria que ser feita no corpo a corpo, devido à falta de recursos para uma campanha de massa. Tenho certeza absoluta que se a população votasse com a razão, após estar devidamente esclarecida, optaria pela venda da Sercomtel Celular. (B.B.)





