Nedson sugere mudanças no Programa Bom Emprego
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terça-feira, 15 de abril de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
A metodologia do Programa Bom Emprego, apresentado ontem em Londrina pelo secretário Estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luiz Guilherme Gomes Mussi, foi questionada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). Ele sugeriu mudanças que coloquem a cidade em um ''patamar melhor para atrair novas indústrias''.
O programa está em fase de desenvolvimento e, segundo o secretário, deve ser assinado pelo governador Roberto Requião (PMDB) dentro dos próximos dias. ''Estamos peregrinando pelo Paraná para apresentar o projeto e colher sugestões. Até o final do mês, o governador assina o decreto'', garantiu Mussi, enquanto explicava o funcionamento do projeto para prefeitos e empresários na sede do Sindicato do Comércio Varejista.
O Bom Emprego dará descontos para os municípios baseado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As cidades foram divididas em quatro grupos que receberão descontos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) considerado incremental (sobre os novos investimentos promovidos por uma empresa). Os grupos receberão descontos de 50%, 70%, 90% e 99% (leia texto nesta página).
Londrina está no primeiro grupo, devido ao IDH considerado alto (acima de 0,8 de uma escala que vai de zero a um). Micheleti elogiou a iniciativa do governo, mas sugeriu mudanças na metodologia. ''Sugiro um casamento entre IDH e o número de famílias do cadastro único da Assistência (Social). Somente (os conjuntos) União da Vitória e o São Jorge superam, em população, mais de 20% dos municípios do Estado'', comentou o prefeito. Ele espera que Londrina passe para o grupo 2 (desconto de 70% do IMCS incremental) e se torne mais atrativa aos novos empreendimentos.
O secretário Mussi anotou as sugestões, disse que as encaminharia para a equipe do governador e falou também sobre outras três medidas adotadas pelo governo desde o início do ano (isenção de ICMS para micro e pequenas empresas com lucros anuais até R$ 180 mil, a redução de 18% para 12% do ICMS de mercadorias negociadas dentro do Estado e a isenção do imposto durante a retirada da alfândega de bens e insumos importados). ''Queremos estimular o empresário a investir e contratar mais para que ele dinamize a economia e aumente o consumo no Estado'', ressaltou Mussi.


