Nedson quer termelétrica em Londrina
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2001
Cláudia Lopes De Londrina 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, disse ontem que é favorável à construção de uma termelétrica no município, desde que a usina não seja poluente. Nedson participou de um encontro ontem pela manhã com o chefe do Departamento de Licenciamento Ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Pedro Dias, e com o presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel.
Nedson disse que obteve do IAP a garantia de que o órgão só vai liberar a licença para a construção da termelétrica se o projeto contar com sistemas de tecnologia de ponta para resfriamento da água jogada pela usina no meio-ambiente e de controle de emissões de poluentes.
A polêmica sobre a instalação de uma usina deste tipo no município começou na última quarta-feira, quando a Folha publicou reportagem em que o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, se posicionava contra a construção da termelétrica. Cheida diz que se trata de uma tecnologia suja, danosa por despejar águas a altíssimas temperaturas no meio-ambiente, matando peixes e plantas aquáticas.
Ontem à tarde, Cheida disse que só será favorável ao projeto se a Copel adotar nova tecnologia que não degrade o meio-ambiente. Se conseguirem provar que a usina não terá impactos ambientais, não terei nada contra. Acho que uma usina traria crescimento para a região, mas não podemos aceitá-la a qualquer preço, afirmou.
Nedson afirmou que tanto a termelétrica quanto o gás natural vão agregar valor ao município. Ele também reuniu-se ontem com a diretoria da indústria Eliane, que condiciona investimentos na cerâmica à chegada do gás à região.
Na quinta-feira, a Folha publicou entrevista na série sobre gás natural com o gerente da Unidade Sul da Petrobras, Fernando Borges, que alertou para o risco da região Norte perder o gás de Pitanga (caso o volume do poço seja confirmado) por falta de articulação da sociedade. Não concordo com esta declaração. O melhor mercado para a Petrobras vender o gás de Pitanga é a nossa região, pela proximidade. Mesmo assim, vamos fazer uma série de reuniões com empresários para tentar agilizar a vinda do gás a Londrina, disse o prefeito. Londrina teria a preferência da Compagas para sediar a termelétrica do norte do Estado.


