O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), declarou na manhã de ontem que o decreto de agosto de 2003, que torna de utilidade pública o terreno do antigo Colossinho, será mantido. A prefeitura pretende construir um teatro municipal no imóvel.
Quanto à validade do documento que comprovaria a negociação para compra do terreno pela rede de supermercados Wal-Mart, feita antes do decreto municipal, o prefeito afirmou que o negócio não foi fechado e representa apenas uma intenção de compra. O documento foi apresentado na tarde de quinta-feira pelo consultor imobiliário da rede, Romeu Curi, na Câmara Municipal.
''Essa especulação imobiliária só prejudica a imagem do Wal-Mart. Se a empresa continuar agindo dessa forma vai criar uma imagem negativa na cidade'', declarou Nedson. Ele lembra que a empresa costuma se preocupar mais com o mercado consumidor da cidade onde será instalada e não com negócios imobiliários.
Sobre a possibilidade do Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana de Londrina (Ippul) ter feito correções num projeto para construção do supermercado no terreno do Colossinho, o prefeito disse que o instituto faz análises semelhantes a esta diariamente, mas isto não significa que a empresa é dona do terreno.
O prefeito também classificou as declarações da representante dos proprietários do terreno, Sebastiana Liz, como confusas. ''Ela está delirando, eu não disse isso'', defende-se Nedson sobre o comentário de que teria afirmado que estaria disposto a revogar o decreto de utilidade pública após o encerramento da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Cultura.
A assessoria de imprensa do prefeito informou que o terreno citado pelo vereador Carlos Bordin (PP) na Avenida Leste-Oeste, também na área central, como alternativa para o Teatro Municipal, já foi utilizado pela administração passada para construção de um hospital. Agora, a prefeitura estaria em busca de recursos para implantação do projeto do teatro.

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