Necropsia deve ficar pronta em até 20 dias
Os resultados das necropsias em parte do rebanho apontado como foco de febre aftosa devem ficar prontos em 20 dias. O material está sendo coletado por uma equipe técnica formada por membros indicados pelos pecuaristas, da Secretaria de Estado de Agricultura e do Ministério da Agricultura. A técnica do Centro Pan-americano de Febre Aftosa (Panaftosa), Rossana Alende, que é uruguaia também está acompanhando os trabalhos.
Depois de mortos, os animais são abertos e as vísceras são retiradas. Segundo veterinários, a necropsia pode detectar se os bovinos tiveram sinais clínicos de aftosa, se apenas foram infectados pelo vírus (mas não manifestaram a doença) ou se não houve circulação viral do rebanho. Os focos foram confirmados no Paraná apenas com base na sorologia (positiva nos exames EITB, que analisa as proteínas não estruturais do vírus) e na vinculação epidemiológica, uma vez que os animais foram trazidos do Mato Grosso do Sul, onde surgiram os primeiros focos da doença.
Segundo previsões iniciais, as vísceras dos animais coletadas nas fazendas Pedra Preta, Cesumar, Santa Izabel e Flor do Café seriam armazenadas em uma geladeira própria do núcleo da Seab de Londrina, de onde seguiriam para o Rio de Janeiro, sede do laboratório do Panaftosa. Na sequência, seriam encaminhados os materiais das fazendas Cachoeira, Alto Alegre e São Paulo.
A necropsia em parte do rebanho foi uma exigência dos pecuaristas para aceitar os abates sem ações judiciais. Os proprietários dos animais consideram que o laboratório do Panaftosa é um ''território neutro''. (F.M.)





