Arquivo FolhaNegociandoNeco Garcia: contatos com americanos para projetos de fomento ao turismo no ParanáUma visita aos Estados Unidos e uma agenda repleta de compromisso e reuniões entre diretores de bancos e investidores marcaram o fechamento dos três primeiros meses de Manoel Campinha Garcia Cid - o Neco Garcia, à frente da presidência do Banco do Estado do Paraná (Banestado).
Ele encerrou anteontem uma visita de quatro dias à agência do Banestado em Nova York, instalada em um prédio suntuoso na rua 56, um dos centros financeiros mais importantes de Manhattan. Ele viaja acompanhado do chefe de gabinete Jaime Lima e de um dos diretores do banco, Aldo Almeida.
Essa foi a primeira vez, em cinco anos, que um presidente do Banestado visitou a agência de Nova York. Neco Garcia, que já esteve no Paraguai para acompanhar a auditoria nas contas do Banco del Paraná, feita pelo Banco Central do Paraguai, quer estabelecer através das visitas às agências internacionais uma aproximação entre funcionários e diretoria. ‘‘Esse contato direto é de extrema importância já que essas agências representam o Banestado em outros países e diariamente são responsáveis pela captação e transferência de um grande volume de recursos’’, afirmou o presidente.
Atraindo investimentosDurante a visita a Nova York, Neco Garcia também se reunirá com um investidor americano para apresentar os projetos do Governo do Estado de fomento ao turismo do Paraná. Neco, que preferiu não adiantar o nome da empresa interessada, disse que vê grandes possibilidades de atrair investimentos nessa àrea, principalmente para a construção de parques temáticos aproveitando a riqueza das bacias hídricas do Paraná: ‘‘Estamos ainda em início de negociações, mas os projetos do Governo do Estado para o desenvolvimento turístico de áreas como o Parque Nacional do Iguaçu e o Lago de Itaipu têm despertado muito interesse dos investidores internacionais’’, afirmou com otimismo.
Segundo Neco Garcia, conquistar os recursos dos empresários estrangeiros é uma das principais metas da parceria entre o Banestado e o Governo do Paraná. ‘‘A estabilidade econômica que o Brasil vive hoje trouxe mais credibilidade ao País. O Brasil e a Rússia são atualmente os maiores pontos de atração para os investimentos do mercado externo e nós temos que aproveitar esse momento’’, disse Neco Garcia. Ele prevê que nos próximos dois anos, sós os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, deverão juntos captar recursos superiores a 60 bilhões de reais provenientes do mercado exterior.
ExpansãoAproveitando a vinda aos Estados Unidos, Neco Garcia põe em andamento o projeto de expansão do Banestado. Anteontem à tarde ele embarcou para Miami onde passou o final de semana desenvolvendo estudos sobre a possibilidade de abrir uma agência do Banco na cidade mais movimentada da Flórida. O objetivo é atender ao grande fluxo de turistas brasileiros que movimentam milhões de dólares em compras em Miami todos os anos. Dentro da política de crescimento do Banco, Neco Garcia disse ainda que já foram encaminhados para aprovação do Banco Central projetos de instalação de agências e escritórios do Banestado no Japão, em Santiago, no Chile e em Córdoba e Buenos Aires, na Argentina. No Paraná, a idéia é implantar postos de atendimento nos municípios recém criados que não contam com serviço bancário.
Sobre o processo de privatização do Banestado, que está sendo estudado pelo Banco Central, Neco Garcia preferiu não tecer nenhum comentário. Ele afirmou que essa é um assunto tratado com exclusividade pelo Governador Jaime Lerner.
Com relação às inúmeras irregularidades e operações ilegais feitas com a participação de funcionários do Banestado e descobertas recentemente através de auditorias, Neco Garcia afirmou não acreditar que isso traga algum comprometimento à imagem do banco. ‘‘Como presidente de uma instituição financeira pública como o Banestado, o meu papel é preservar o patrimônio dos clientes, e é o que estamos fazendo. Já demitimos alguns funcionários e vamos continuar apurando as falhas. O nosso compromisso é fazer com que os culpados por qualquer irregularidade sejam descobertos e paguem por seus atos ilícitos’’, concluiu Neco.
Antes de voltar ao Brasil, Neco Garcia visita a agência do Banestado nas Ilhas Cayman, no Caribe.

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