Navio-plataforma de Angra dos Reis entra em operação
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Mie Francine Chiba<BR> Enviada especial ao Rio de Janeiro 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve ontem na Base Aérea do Galeão, junto ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, diretores da companhia e outras autoridades, para a cerimônia do início das operações do FPSO (navio-plataforma) Cidade Angra dos Reis, na área de Tupi, pré-sal da Bacia de Santos (SP). Este é o primeiro sistema definitivo de produção na área, programada para produzir em escala comercial na Bacia de Santos.
A estimativa da Petrobras é que ele tenha potencial para produzir até 100 mil barris de petróleo por dia, capacidade essa que deverá ser atingida em 2012. O óleo produzido no FPSO é considerado leve (densidade de 28 graus API) e de alto valor comercial.
O presidente destacou a rapidez com que a exploração do pré-sal da área de Tupi foi realizada. ''A gente fica muito feliz porque quando você disse que tinha descoberto o pré-sal (dirigindo-se a Azevedo, presidente da estatal), não tinha noção de que tão rapidamente íamos começar a fazer exploração comercial do petróleo pré-sal. Em apenas quatro anos, estamos aqui mostrando o primeiro tonelzinho de petróleo da exploração em definitivo da Petrobras no pré-sal''.
Antes de participar da cerimônia, o presidente esteve no navio-plataforma Angra dos Reis, onde recebeu um pequeno tonel do petróleo produzido pelo pré-sal da área de Tupi como símbolo do início das operações.
A Declaração de Comercialidade do petróleo extraído na FPSO, no entanto, deve sair apenas em dezembro deste ano. Até lá, o navio-plataforma estará interligado ao RJS-660 e produzirá, de acordo com José Miranda Formigli, gerente executivo de E&P do Pré-Sal, de 15 a 20 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás diários. A estimativa é que o Cidade Angra dos Reis tenha capacidade de processar até cinco milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Para Formigli, o pleito junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só no final do ano é fundamental para a coleta de dados pelas equipes de exploração e reservatórios. ''Para apresentarmos um processo completo, como é o necessário junto à ANP, precisamos concluir a perfuração de alguns poços, o que está acontecendo nesse momento'', acrescenta. Segundo ele, várias sondas estão perfurando a área de Tupi para concluir a delimitação da área.
* A jornalista viajou a convite da Petrobras


