Nave prefere lançar papéis para construir
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
De Curitiba 
A construtora Nave é uma das empresas que ainda faz a opção pelo lançamento de debêntures para a construção de prédios. A última emissão foi em março deste ano para financiar as obras do Condomínio Tingui e do Estúdio Portinari. Segundo o sócio-gerente da empresa Alcy Vilas Boas, a taxa que corrige as debêntures reduziu e fica hoje em torno de 17% ao ano. Vilas Boas ressalta ainda que não possui resgate pendentes com os investidores que compraram os papéis.
O próximo resgate do novo empreendimento só vence em 2002, quando serão recompradas 2.104 debêntures. A primeira emissão de 4 mil debêntures feita em 1995 já foi toda resgatada. A primeira parcela foi paga, inclusive, com antecedência de nove meses. As outras duas foram adquiridas na data do vencimento em setembro do ano passado e em março deste ano.
Tivemos prejuízo, mas resgatamos, assegurou Vilas Boas. Ele afirma que hoje o financiamento imobiliário com emissão de debêntures é uma nova realidade, acessível ao construtor, pois as taxas de juros caíram. O contrato que ele fechou prevê que os papéis sejam corrigidos por 103% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e não mais pela Anbid. (C.M.)


